Inspetores da PJ negam acusações no 'caso Citius'

Os dois elementos da Polícia Judiciária (PJ), que estiveram em comissão de serviço no Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos de Justiça (IGFEJ), negaram esta segunda-feira as acusações de ocultação de informações sobre a plataforma Citius.

Em comunicado enviado à agência Lusa, Hugo Tavares e Paulo Queirós asseguraram que, "enquanto dirigentes no IGFEJ, desempenhando funções, respetivamente, como diretor e como coordenador do Departamento de Arquitetura de Sistemas, executaram, em coordenação com as demais entidades e responsáveis do referido IGFEJ, o que lhes foi pedido e ordenado".

Os elementos da PJ, que cessaram serviço no IGFEJ por deliberação do conselho diretivo daquele organismo sob tutela do Ministério da Justiça, sublinharam que "não faltarão, provavelmente, testemunhas" para "comprovar os factos ocorridos" no período em que participaram no Projeto Mapa Judiciário - Citius.

Esclarecem ainda que "os pormenores" quanto aos factos "deverão ficar em breve clarificados por via da divulgação dos resultados dos inquéritos em curso, para cuja celeridade se desencadearão todos os mecanismos ao dispor, de forma a que os meios de execução de justiça agora em curso não possam ser usados como instrumentos de política menor, mais do que até aqui já o foram".

Hugo Tavares, destacado para o IGFEJ desde 2008, e Paulo Queirós, desde 2013, salientaram que trabalharam para "a concretização das mudanças necessárias" na plataforma de gestão processual Citius e "em função de uma temporalidade pré-determinada, até aos primeiros dias de setembro de 2014".

A plataforma de gestão processual bloqueou no arranque da nova reorganização judiciária, em vigor desde 01 de setembro último, impedindo a sua utilização pelos tribunais e advogados.

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