Inglês acusado de matar português julgado a 21 de julho

O julgamento de Daniel Palmer, o britânico acusado de agredir mortalmente no domingo o português João Esteves em Crawley, perto de Londres, foi marcado para 21 de julho, decretou hoje um juiz.

A data foi determinada numa audiência no tribunal de Hove, para onde foi remetido na quinta-feira o caso pelo tribunal de magistrados de Crawley.

De acordo com o jornal local Crawley News, a polícia ainda está a investigar o crime e analisar potenciais provas como informação de telemóveis, imagens de videovigilância, fotografias, relatórios patológicos e neuro-patológicos.

O acusado, que na audiência se soube que não prestou declarações à polícia durante os três dias de prisão para interrogatório, deverá, entretanto, apresentar uma declaração de culpa no dia 31 de março.

Daniel Palmer, de 23 anos, foi acusado formalmente pela polícia na quarta-feira à noite e presente na quinta-feira ao tribunal de Crawley, localidade a 50 quilómetros a sul de Londres onde se registou o crime.

Mas o procedimento normal dita que os homicídios sejam julgados num tribunal criminal, perante um júri.

João Esteves, de 45 anos e natural da região de Lisboa, morreu no domingo na sequência de agressões físicas entre as 22:00 horas de sábado e as 03:25 horas de domingo, quando o seu corpo foi descoberto.

A vítima foi encontrada inconsciente e ferida com gravidade, tendo sido assistida no local por paramédicos antes de ter sido levada para o Royal Sussex County Hospital em Brighton, onde acabou por morrer poucas horas depois, no domingo à tarde.

Os resultados iniciais da autópsia confirmaram ferimentos graves na cabeça, mas a polícia continua a investigar as circunstâncias do sucedido na zona onde a vítima foi encontrada, uma viela numa área industrial da localidade.

A polícia do condado de Sussex iniciou uma investigação de homicídio, tendo detido no mesmo dia quatro residentes locais que interrogou durante quatro dias.

Os restantes três, dois homens de 33 e 48 anos e uma mulher de 22 anos, foram libertados sob medidas de coação enquanto decorre o inquérito.

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