Incêndio consome complexo que emprega cem pessoas

Perto de cem pessoas trabalham em mais de uma dezena de empresas instaladas no complexo do Cachão, em Trás-os-Montes, onde um incêndio que deflagrou na noite de terça-feira está "incontrolável", segundo o administrador António Morgado.

"A situação é preocupante", afirmou o administrador à agência Lusa, que receia que o fogo, que depois da meia noite continuava incontrolável, se propague a outras unidades fabris do complexo.

Segundo explicou, as chamas deflagraram num antiga fábrica que agora serve de armazém a uma empresa de papel e onde se encontravam armazenados fardos de resíduos de plástico.

O armazém é contíguo a uma fábrica de transformação de castanha, que inicialmente foi apontada como o local de início do incêndio, mas que, segundo o administrador do complexo, ainda não tinha sido afetada quando falou com a Lusa.

A maior preocupação dos responsáveis é que as chamas se propaguem a outras unidades, nomeadamente uma fábrica de extração de óleos que labora no local.

De acordo com informação disponibilizada na página da Internet da Proteção Civil, perto da meio noite encontravam-se no combate às chamas 86 operacionais e 29 veículos de várias corporações de bombeiros dos distritos de Bragança e Vila Real.

O alerta foi dado às 21:10 e quando os bombeiros chegaram ao local o armazém já estava tomado pelo fogo.

O antigo Complexo Agroindustrial do Cachão (CAICA) recebeu o nome da aldeia onde está instalado e foi durante largos anos o principal empregador da região, mas acabou por falir.

Em 1993, as Câmaras de Mirandela e Vila Flor assumiram a administração do antigo complexo agora denominado AIN- Agro Industrial do Nordeste. O complexo nunca regressou aos tempos áureos em que empregou mais de mil pessoas na transformação de produtos agrícolas.

Atualmente estão instaladas no local, segundo o administrador António Morgado, oito empresas, mais um matadouro, alguns pequenos produtores de mel, uma associação e um restaurante de apoio ao complexo. "Ao todo são perto de cem postos de trabalho", estimou António Morgado.

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