Impostos sobre tabaco, álcool e açúcar para envelhecer com saúde

Um relatório da Comissão Europeia estima que nas próximas décadas a população dependente, com problemas de saúde, cresça quase 60%

Em 2040, haverá 1,1 milhões de pessoas em Portugal com fortes limitações no dia-a-dia devido a problemas de saúde, diz hoje a TSF citando um relatório da Direção-Geral para os Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia. O estudo prevê que a população dependente vai aumentar quase 60%, o que levará a subida das despesas do Estado em saúde, pelo sugere que um dos maiores desafios será continuar as reformas já efetuadas nos últimos anos.

De acordo com a TSF, medidas como a proibição de fumar em espaços públicos representou um avanço significativo na promoção de um envelhecimento mais saudável, mas o relatório sugere outras medidas, nomeadamente o aumento de impostos sobre o consumo de álcool, tabaco e bebidas açucaradas.

Esta última é, aliás, uma medida que tem sido referida como constante do Orçamento de Estado para 2017, que o Governo apresenta amanhã aos partidos em linhas gerais.

De acordo com a edição de hoje do Público, que cita fonte governamental, além do novo imposto sobre o património, só uma maior taxação dos refrigerantes "é realizável", tendo já sido descartadas opções como aumento do IVA do vinho ou uma taxação adicional de produtos doces ou excessivamente salgados.

O estudo da Comissão Europeia sugere ainda mais rastreios, mais medidas de segurança nas estradas e um alargamento dos cuidados primários com mais horários de atendimento nos centros de saúde.

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