Homem condenado por lenocínio

O principal arguido de uma rede criminosa desmantelada pelo SEF foi condenado a nove anos e oito meses de prisão pelos crimes de lenocínio e auxílio à imigração ilegal.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) afirmou esta terça-feira que os restantes arguidos foram condenados a penas de prisão entre um ano e cinco meses, e quatro anos e seis meses, na sequência do julgamento realizado no tribunal do Círculo Judicial de Lamego, em dezembro de 2012.

Em causa estão os crimes de lenocínio, auxílio à imigração ilegal, detenção de armas de fogo e munições proibidas, adiantou o SEF, sublinhando que os crimes foram cometidos no concelho de Castro de Daire e a esmagadora maioria dos casos sobre vítimas estrangeiras.

A investigação demorou cerca de um ano e meio e implicou duas ações de fiscalização, várias buscas domiciliárias a viaturas e estabelecimentos, diversas ações de vigilância, interceções telefónicas, a inquirição de meia centena de testemunhas, e a apreensão de armas de fogo e munições.

O SEF refere ainda que o principal arguido permaneceu em prisão domiciliaria durante os últimos meses de investigação, mantendo-se assim a atividade criminosa num pequeno estabelecimento de diversão noturna, do qual resultaram "avultadíssimos lucros da exploração exercida sobre mulheres estrangeiras, em condições de degradação, e através de outros arguidos que eram usados como 'testas de ferro' ou colaborando ativamente na exploração daquelas vítimas".

No âmbito deste processo-crime foram apreendidas armas de fogo e uma grande quantidade de munições, tendo o SEF selado os espaços onde ocorriam as praticas criminosas.

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