Hélder Amaral acusa ex-presidente do CDS de "não estar do lado certo"

No fim da sessão desta quinta-feira do VII congresso do MPLA, Hélder Amaral minimizou as declarações de Ribeiro e Castro, referindo apenas tratar-se da sua opinião.

"É a opinião do doutor Ribeiro e Castro, normalmente está sempre do outro lado e nem sempre está do lado certo. Outras vezes está, outras vezes não está e neste caso não está", declarou.

O deputado do CDS Hélder Amaral reagia assim às críticas que lhe foram feitas por parte do ex-presidente do partido Ribeiro e Castro, que classificou como "miserável" a sua declaração de quarta-feira em que admitia uma maior proximidade com o MPLA, justificando que os dois partidos têm agora "muitos mais pontos em comum".

Hélder Amaral frisou que é um conhecedor mais profundo da evolução de Angola, por conta do laço que o une ao país africano, por isso conhece as virtudes e defeitos do sistema.

"E ontem [quarta-feira] percebi que há alguns sinais de mudança, acho que é preciso proteger esses sinais de mudança. Não concordamos com tudo que é feito, obviamente o CDS não mudou a sua forma de olhar o mundo, mas é um partido como deve ser, atento às mudanças, protegendo os sinais de mudança", referiu.

Além disso, o deputado do CDS-PP acrescentou, que a presença do partido no VII congresso do MPLA é "no estrito dever do interesse nacional e de uma boa relação que é fundamental ter com Angola".

O político português realçou que os dois países têm uma relação sem retorno e que obriga a um entendimento entre si e a existência de uma cooperação com Angola e com todos os seus atores políticos.

"Acho que vai haver tempo para quem quiser olhar com um pouco mais de atenção aquilo que está a acontecer em Angola, aquilo que acontece para a importância de Angola para a economia portuguesa, para a enorme comunidade portuguesa que está cá e para a enorme [comunidade] angolana que está em Portugal, é uma relação que não tem volta a dar", sublinhou.

Hélder Amaral disse ainda que o CDS-PP tem muito forte e vincadas as suas convicções e ter respondido a um primeiro convite do MPLA para estar presente no congresso é um sinal de aprendizagem:"de que estamos atentos, temos expectativas de vir a perceber melhor e de vir a encontrar pontos em comuns, plataformas de entendimento para podermos aproximar os dois povos soberanos de Portugal e de Angola", concluiu o deputado português.

Também hoje o dirigente do CDS-PP Telmo Correia defendeu que o partido esteve pela primeira vez no congresso do MPLA porque considera que pode ser útil ao relacionamento entre Portugal e Angola, adiantando que aceitará outros convites de partidos angolanos.

"A nossa intenção é estar presente e manter diálogo com todos os partidos angolanos porque pensamos que este diálogo pode ser útil ao relacionamento entre os dois países", afirmou à Lusa Telmo Correia, anunciando que o CDS estará presente em setembro no Congresso do terceiro maior partido angolano, o CASA - CE (Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral).

Mais Notícias

Outras Notícias GMG