Governo prepara contra-ataque aos piratas informáticos

Foi hoje formalizada a criação do Centro Nacional de Cibersegurança que vai contar com a PJ e as 'secretas' para prevenir e reagir os ataques informáticos contra os organismos do Estado. São desconhecidas as "recomendações" referidas pelo Ministro Miguel Macedo.

O novo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCSeg), cuja criação e competências foram hoje publicadas em Diário da República, vai ter capacidade para monitorizar em tempo real e em permanência todos os sistemas informáticos do Estado, como poder até, para mandar desligar uma rede que esteja sob ataque, em coordenação com a respetiva entidade.

É a primeira estrutura oficial que o Governo cria para "fazer face a incidentes de cibersegurança e a ciberataques", como o que aconteceu, no passado dia 25 de abril, contra o 'site' da Procuradoria Geral Distrital de Lisboa (PGDL), pelo grupo de 'hacktivistas' cibernéticos Anonymous.

Com um atraso de quase dois anos em relação ao definido pelas autoridades europeias de cibersegurança, o Governo quer que este Cibercomando contribua "para assegurar a segurança dos sistemas de informação e comunicação do Estado e das infraestruturas críticas nacionais".

O combate à criminalidade informática tem sido alvo de críticas da parte de vários intervenientes no setor, desde magistrados a investigadores, pela ausência de uma estratégia coordenada.

A falta de uma estratégia de prevenção e resposta no setor público foi, aliás, invocada pelos piratas informáticos, a justificar a escolha de organismos estatais como alvos preferenciais dos seus ataques.

Em reação ao ataque informático à PGDL , o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, referiu que "houve um conjunto de recomendações há cerca de um ano e meio" sobre cibersegurança "dirigidas especialmente, mas não exclusivamente, às entidades públicas".

O DN contactou várias fontes que têm acompanhado esta matérias, em organismos ligados à segurança, que desconhecem a que "recomendações" se refere Miguel Macedo.

Contactado o gabinete do Ministro para esclarecer esta dúvida, respondeu, depois de várias insistências do DN, que Miguel Macedo "nunca disse que as recomendações tinham partido dele ou do Governo". Além disso, sublinha a porta-voz oficial "a cibersegurança não está sob alçada direta do ministério da Administração Interna".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG