Governo assina protocolos para apoio a idosos

O Governo vai transferir 40 equipamentos da Segurança Social para o setor social e alargar os serviços de apoio domiciliário, apoiando as instituições no auxílio aos idosos nas suas casas.

Estas são algumas das medidas previstas nos protocolos de cooperação entre o Governo e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, União das Misericórdias Portuguesas e a União das Mutualidades Portuguesas, que serão assinados hoje numa cerimónia onde estará presente o Primeiro-Ministro e o ministro da Solidariedade e Segurança Social.

O alargamento dos serviços de apoio domiciliário previsto ao abrigo dos protocolos passa também pela oferta de serviços de teleassistência.

Pedro Mota Soares pretende "iniciar uma nova geração" no apoio domiciliário, tendo como parceiras estas instituições.

"Gostaríamos de incluir um conjunto de serviços que nos permitem não ter as pessoas institucionalizadas", disse o ministro da Solidariedade a 09 de dezembro depois de uma reunião de trabalho com as instituições sociais para negociar os protocolos.

Ainda em dezembro, o governante disse à margem do seminário 'Sociedade Civil e Envelhecimento - Desafios do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações' que era necessário "trabalhar muito no sentido de garantir que existam respostas diferentes, que não seja só a institucionalização dos idosos em lares".

"Enquanto nós conseguirmos manter as pessoas em suas casas, penso que estaremos a fazer um trabalho muito importante em prol do envelhecimento activo", acrescentou Pedro Mota Soares.

O valor do protocolo plurianual de colaboração com as instituições sociais a assinar hoje não foi ainda divulgado, mas as instituições recebem atualmente, no conjunto, 1.300 milhões de euros ao longo do ano, repartidos por mais de 3.000 IPSS, cerca de 400 Misericórdias e várias mutualidades.

Relativamente à passagem de 40 equipamentos da Segurança Social para a esfera do sector social, o Governo entende que estas instituições "têm profundo conhecimento do terreno, combatem a exclusão social, dinamizam a economia local, combatem a desertificação do interior, promovem a empregabilidade de pessoas mais velhas, de mulheres, de pessoas com deficiência e são respostas inequívocas de apoio à natalidade".

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