George nega relação entre morte de feto e vacina

O director-geral de Saúde, Francisco George, afirmou hoje que quase todos os dias morrem fetos, afastando a possibilidade de haver uma relação entre casos destes e a a administração da vacina contra a gripe A em grávidas.

O responsável escusou-se a comentar o caso da grávida de Portalegre que no sábado perdeu o feto de 34 semanas, três dias depois de ter recebido sido vacinada, mas explicou que casos como este podem acontecer "independentemente da vacina".

De acordo com Francisco George, dados dos últimos cinco anos apontam para a morte de 280 a 340 fetos por ano depois das 28 semanas de gravidez, "quase sempre sem explicação clínica", tratando-se de "mortes súbitas, a maioria das vezes".

Nas palavras do director-geral de Saúde, este fenómeno ocorre quase todos os dias em Portugal.

"Pode acontecer que uma situação desta natureza tenha uma coincidência temporal associada à vacinação, mas não tenha uma relação causal", afirmou, acrescentando que "todos os especialistas admitem que o mesmo problema teria acontecido independentemente da vacina".

Questionado sobre se Portugal seguirá o exemplo de Espanha, onde as grávidas receberão a vacina sem adjuvante, Francisco George disse: "Temos a vacina com o adjuvante que sabemos não representar qualquer risco acrescido". Além disso, acrescentou que outras vacinas tomadas na gravidez também têm adjuvante.

Francisco George insistiu na necessidade da vacinação das grávidas contra a gripe A, justificando que "as complicações com a vacina são muito ligeiras", enquanto o risco de ter complicações associadas ao vírus H1N1 é dez vezes maior numa grávida.

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