Futura comissão vai analisar situação de professores

O novo presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), David Justino, anunciou hoje que pretende criar uma comissão especializada para analisar a condição dos professores.

À margem da sessão solene de abertura do Ano Letivo 2013-2014 do CNE, que decorreu hoje em Lisboa, David Justino revelou aos jornalistas um dos projetos para o seu mandato: "Vou propor ao CNE que crie uma comissão especializada só para tratar dos assuntos que dizem respeito aos professores e à docência".

O ex-ministro da educação de Durão Barroso explicou que aquela comissão deverá tratar assuntos que vão "desde a formação inicial dos professores, à profissionalização, à progressão na carreira, à formação continua e avaliação".

Para o presidente daquele órgão consultivo do Ministério da Educação e Ciência (MEC), "tudo isso são matérias suficientemente importantes e que tem a ver com a existência, a ação e atividade dos professores".

David Justino, que tomou posse no final de julho, sublinhou no seu discurso aos conselheiros que não será neutro, mas será "isento" e tentará apresentar recomendações construtivas de forma a ajudar o executivo.

O ministro da Educação, Nuno Crato, disse esperar poder recolher informações dos pareceres e recomendações do CNE, tendo mesmo pedido ajuda em duas matérias sobre o 1º ciclo: De que forma se poderá acabar com as turmas mistas e como poderá ser introduzido o inglês enquanto disciplina obrigatória.

Nuno Crato lembrou ainda medidas como a alteração das metas curriculares das disciplinas de Matemática e de Português, o prolongamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos ou o aumento de resposta dos cursos do ensino vocacional.

Sobre os exames do 4º ano, o ministro lembrou que se registou, no ano passado, a mais baixa taxa de retenção dos últimos 12 anos.

Além de Nuno Crato, estiveram também presentes na sessão solene outros governantes como o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, além de ex-presidentes do CNE e representantes do Ensino Superior (o presidente do Conselho Reitores das Universidades Portuguesas, António Rendas, e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos).

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