Funcionário público confessa falsificação de notas

Funcionário público confessa que produziu notas falsas com impressora no valor de 50 euros mas diz também não se lembrar de ter fotocopiado notas de 100 euros

O Tribunal de Aveiro começou esta quarta-feira a julgar um funcionário público suspeito de fabricar notas falsas de cinco, dez e 100 euros, que alegadamente entregou a duas pessoas, coarguidas no processo.

Na primeira sessão do julgamento, o homem, de 50 anos, confessou o crime, negando que fizesse da contrafação uma atividade regular.

O arguido, que trabalha na Câmara de Matosinhos, assumiu ter usado uma impressora que tinha em casa para fotocopiar várias notas de 50 euros, mas não se lembra de ter fotocopiado as notas de 100 euros.

"Foi um ato estúpido que tive nessa tarde. Não fotocopiei mais nota nenhuma", disse o arguido, realçando que "não recebeu nenhum dinheiro com isto".

O homem, que está acusado de um crime de contrafação de moeda, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro em novembro de 2014, poucos meses depois de ter sido detido, em Ílhavo, um indivíduo que estava a tentar pagar a conta num café, com uma nota falsa de 50 euros.

Os investigadores vieram a apurar que a falsificação tinha por origem a zona do Grande Porto e envolvia um funcionário público, que terá produzido 1.110 euros em notas falsas.

O processo tem mais dois arguidos, um homem e uma mulher, esta última ausente por motivos de saúde, que estão acusados do crime de passagem de moeda falsa.

Segundo a acusação do Ministério Público, algumas das notas falsas foram usadas para pagar salários a trabalhadores numa firma de limpezas e rendas de casa.

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