Fogos em Viseu, Vila Real e Coimbra estão sem controlo

Os distritos de Viseu, Vila Real e Coimbra, totalizam oito dos dez incêndios ativos em território continental, são os que mais operacionais mobilizam e de mais difícil combate, disse fonte do Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) de Lisboa.

"Os distritos de Viseu, Vila Real e Coimbra são aqueles que mais nos preocupam. Apesar de mobilizarem mais meios, são os mais difíceis de controlar", disse Carlos Guerra, salientando que ao fim da noite de quinta-feira não havia casas nem populações ameaçadas.

Do total de dez incêndios ativos pelas 23:45 de quinta-feira, pelo menos oito lavravam nestes três distritos e mobilizavam 1.637 operacionais, quase metade num único incêndio, na Serra do Caramulo, no distrito de Viseu.

A esperança dos operacionais no terreno é que as alterações climatéricas, "com a descida da temperatura esperada para esta noite, e a subida da humidade, apesar do vento, ajudem a controlar estes incêndios", declarou o responsável.

Carlos Guerra disse esperar que na sexta-feira o combate aos fogos seja apoiado, para além dos meios aéreos já existentes em Portugal, por três meios aéreos pesados Canadair franceses e outros três espanhóis, no âmbito Mecanismo Europeu de Proteção Civil que visa a cooperação nas áreas da proteção civil "sempre que as situações de urgência se verificam".

De acordo com a informação disponível na página da Autoridade nacional de Proteção Civil (ANPC), 779 operacionais e 240 viaturas combatiam o fogo que lavra desde as 11:05 de quarta-feira nas localidades de Caramulo/Guardão, no concelho de Tondela, distrito de Viseu.

Um outro incêndio, em São Marcos/Santiago de Besteiros, também em Tondela, que teve início às 09:53 de quinta-feira, estava a ser combatido por 83 operacionais e 22 veículos.

Ainda no distrito de Viseu, um incêndio ativo com duas frentes que lavrava desde as 09:01 nas localidades de Duas Igrejas/Ferreira de Aves, Sátão, estava a ser combatido por 224 operacionais e 31 veículos.

No distrito de Vila Real, o fogo que começou na madrugada de terça-feira em Fervença/Ermelo, Mondim de Basto, Parque Natural do Alvão, um dos mais preocupantes às 23:45, tinha no terreno 341 operacionais e 104 viaturas.

No mesmo distrito, em Rio Mau /Cerva, Ribeira de Pena, um fogo que teve início Às 10:34 de quinta-feira estava a ser combatido por 80 operacionais e 19 viaturas. Um outro fogo, que lavrava desde as 10:40 de quinta-feira nas localidades de Bolideira /Bobadela, concelho de Chaves, estava ser combatido por 53 operacionais e 13 viaturas.

Incêndio preocupante em Coimbra

Entre os fogos que mais preocupavam as autoridades destaca-se o que lavrava desde as 18:22 de quarta-feira nas Dunas de Mira/Praia de Mira, no distrito de Coimbra. Neste caso, devido ao difícil acesso das viaturas, segundo Carlos Guerra, merecia particular atenção, apesar de não estarem casas em risco por esta hora. Combatiam este fogo, 210 operacionais e 66 viaturas.

No distrito da Guarda, 44 operacionais e 12 viaturas combatiam o fogo que lavrava desde as 21:08 de quarta-feira em Muxagata, Vila Nova de Foz Côa.

No distrito da Braga, eram dois os incêndios ativos por esta hora: em Parada/Pedraça, Cabeceiras de Basto, e em Outeiro /Godinhaços, Vila Verde.

No total, estavam a combater estes dois fogos em Braga 103 operacionais e 20 viaturas.

O dia de quinta-feira ficou marcado pela morte de mais uma bombeira, contabilizando já cinco bombeiros mortos no combate aos fogos.

No mesmo dia, em três acidentes distintos nos distritos da Guarda, Viseu e Viana do castelo, quatro bombeiros ficaram feridos com gravidade.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) ativou na quinta-feira o plano de contingência destinado a dar resposta às ocorrências resultantes dos incêndios florestais, segundo um comunicado enviado à Lusa.

Já deram entrada no CHUC, helitransportados, os seguintes doentes: um doente proveniente de Vila Nova Foz Coa, do sexo masculino, com 62 anos e com 20% de superfície corporal queimada, e também um doente proveniente de Braga, do sexo masculino, 50 anos, com 50% de superfície corporal queimada e um doente queimado, do sexo masculino, proveniente de Bragança, com 40 anos.

O CHUC foi também contactado para a possibilidade de vir a receber durante a noite um queimado proveniente de Viseu e um queimado proveniente de Vila Real.

Todos estes doentes ficarão internados na Unidade de Queimados do CHUC.

No hospital da prelada, um bombeiro ferido com gravidade em Tondela mantinha na quinta-feira prognóstico reservado, segundo disse fonte hospitalar à Lusa.

Foram entretanto dominados três fogos que lavravam em Oliveira de Azeméis (Aveiro), em Cascais (Aveiro) e em Óbidos (Leiria).

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