Fidalguia regressa a sonhar com o cetro

(Com vídeo) Campolide. Ausência em 2013 não esmorece as expectativas. "Chega a esta época e é especial," afirma marchante

"Lembra-se de como me pisava os pés." As palavras interrompem a conversa que decorre com Luís Loureiro no campo de futebol do Lycée Français Charles Lepierre. "Ao princípio, a gente pensa que é uma coisa fácil, mas depois...", admite o marchante de 43 anos e representante de Campolide "há cinco ou seis". No ano passado, o bairro não participou no concurso das Marchas Populares, mas nem por isso deixa de acreditar que este ano poderá mesmo sagrar-se campeão.

"As nossas expectativas são ganhar", assegura, sem hesitar, o ensaiador do conjunto organizado pelo Sport Lisboa e Campolide. O regresso, após a ausência em 2013, será feito feito a espelhar a fidalguia que, em tempos, habitou o bairro. "Vai ser uma marcha com muita alegria e inovações cenográficas e coreográficas", avança Hugo Barros, escusando-se a revelar mais detalhes.

Durante o ensaio, que decorre quase às escuras e, devido a problemas técnicos, ao ritmo do som de um telemóvel amplificado por um megafone, apenas um carro de supermercado indicia que haverá um objeto a ser transportado pelos homens, enquanto, noutra área, as mulheres se distraem, aqui e ali, com sombrinhas. O alinhamento é, ainda assim, um problema num conjunto formado por pessoas de todas as idades e em que as mascotes não deixam de marcar presença. Os pequenos parecem saber de cor os passos dos mais velhos.

"Chega a esta época e é especial. Gosto muito do meu bairro, da freguesia e da marcha", garante Luís Loureiro que, aos 43 anos, é um dos mais animados da equipa.

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