Fenprof inicia semana de luta contra cortes na educação

A Fenprof inicia hoje uma "Semana de Luto e Luta" contra os cortes na educação, e já sob a ameaça de prolongar os protestos, se o ministro da Educação e Ciência não agendar a reunião solicitada pela estrutura sindical.

"Admitimos prolongar protestos e admitimos até, se [a reunião] não for marcada rapidamente, e a partir de um determinado dia de silêncios, deslocarmo-nos ao ministério e daí sairmos apenas quando a agenda estiver fixada, ainda que não seja fixada no dia em que lá chegarmos", ameaçou o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira em declarações à Lusa.

Ao longo desta semana a Fenprof vai estar visível em ações de luta em todo o país, estando presente nas escolas, afixando faixas e cartazes, promovendo debates, fazendo denúncias, apresentando propostas, distribuindo textos informativos a pais e encarregados de educação à porta dos estabelecimentos de ensino e fazendo aprovar moções, entre os professores, que depois serão enviadas ao Ministério da Educação.

"Logo às 11 da manhã estaremos a colocar uma faixa de luto nas instalações do Ministério da Educação e Ciência (MEC) no Palácio das Laranjeiras, e iremos uma vez mais exigir que o senhor ministro marque a reunião que há muito vem sendo solicitada para podermos clarificar um conjunto de aspetos", disse o sindicalista.

"Precisamos urgentemente desta reunião", sublinhou, lembrando depois de terem feito vários pedidos de reunião ao MEC e de não terem obtido resposta, direcionaram esse pedido para o gabinete do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que por sua vez respondeu, remetendo novamente para o ministério.

Mário Nogueira referiu à Lusa várias preocupações que afetam os docentes neste momento, e para as quais querem alertar toda a sociedade, dando destaque aos cortes orçamentais.

O sindicalista apontou ainda como problemas o "empobrecimento dos currículos escolares", os "mega, cada vez maiores, agrupamentos", as "linhas de privatização", com a transferência das escolas para a alçada dos municípios e a inclusão de docentes no regime de mobilidade especial.

Para hoje a Fenprof tem ainda agendadas uma ação no Porto, dedicada à "grave situação que se vive no ensino superior", e no Funchal, na Madeira, onde no início do mês o tribunal administrativo e fiscal local ordenou a citação do MEC no seguimento de uma providência cautelar interposta pelo Sindicato dos Professores da Madeira, afeto à Fenprof, contestando o concurso de vinculação extraordinária de professores, por alegadamente excluir os docentes da região autónoma.

A semana de luta deverá terminar na sexta-feira, em Lisboa, nas instalações do MEC na Avenida 05 de Outubro, onde pelas 11:00 a Fenprof vai estar numa ação dedicada aos horários dos professores.

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