Famílias das vítimas reunidas em Portalegre

(ATUALIZADA) Não há memoria de um dia tão negro em Portalegre. Tudo indica que sete dos 11 mortos do acidente de autocarro que aconteceu esta manhã na zona da Sertã são de Portalegre.

O nome das vítimas ainda não foi revelado publicamente. O gabinete de psicólogos dos bombeiros e proteção civil de Portalegre montou um centro de apoio às familias e amigos das vítimas. Desde as 14 horas que têm prestado apoio a dezenas de pessoas.

Das 44 pessoas que seguiam no autocarro - que viajava para Santa Maria da Feira, para verem um presépio vivo em São Paio de Oleiros, e com almoço marcado no restaurante Aguarela - 11 morreram e sete dos corpos já estão identificados.

Segundo Dorinda Calha, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, "em Castelo Branco foram assistido 17 doentes, três em Abrantes, seis nos Hospitais da Universidade de Coimbra, quatro crianças na pediatria, duas delas já tiveram alta. Nos Covões foram assistidas três pessoas, duas das quais já tiveram alta".

Sabe-se que seis pessoas já deixaram o hospital de Castelo Branco e estão a caminho de Portalegre. Duas com nota de alta entregue.

O doente que foi transferido de Castelo Branco para o Hospital de S. José, em Lisboa, já não está a ser ventilado.

O momento é de dor para as famílias, reunidas numa das salas da Câmara Municipal de Portalegre. Alguns ainda não tiveram a confirmação oficial, mas já souberam pelos familiares que perderam entes queridos.

Joaquim Martins tinha na excursão os dois irmãos, as duas cunhadas e ainda uma sobrinha, na casa dos 20 anos. Esta é uma das vítimas mortais. "Ainda não sabemos bem de nada. Sei que a minha sobrinha morreu. Ela ia com os pais", revelou emocionado.

Seis psicólogos estão a prestar apoio às famílias e amigos, que chegam à procura de informações. "Todas as familias merecem uma atenção redobrada, especialmente se houver casos em que tenham perdido mais de um familiar. Estamos aqui para receber todos os familiares. Estamos a estabelecer um plano continuado para dar resposta mais eficaz - são dezenas as pessoas que já procuraram apoio", afirmou um dos profissionais.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, emitiu um comunicado onde apresenta as condolências às famílias das vítimas e adianta que o seu ministério "disponibiliza todo o apoio psicológico

O proximo relatório infomativo será dado por volta das 20 horas.

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