Família Canas estranha silêncio de Marcelo sobre Cova da Moura

A família proprietária dos terrenos onde está o bairro da Cova da Moura manifestaram este domingo a sua estranheza com a ausência de contactos do Presidente da República, que segunda-feira visita o local.

A família Canas, que procura há anos uma solução para o diferendo sobre aquele espaço no concelho da Amadora e enviou uma carta ao Chefe do Estado a expor o caso, considerou no entanto que a visita de Marcelo Rebelo de Sousa à Cova da Moura lhe permitirá "inteirar-se da situação de facto que se vive naquela parcela do território nacional".

"Com enorme respeito pelos poderes constitucionais do Presidente da República, os proprietários evidenciam que tudo têm feito para ser parte da solução e isso tem sido realizado de forma assertiva colocando-o na agenda mediática para evitar não ter que - até ao final do corrente ano - procurar soluções que não nasçam dos consensos, mas sim da falta dele", adiantou ao DN uma fonte ligada à família Canas.

"O apelo feito" ao Presidente da República, que amanhã visita uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) no bairro da Cova da Moura, "foi, e sempre será, que dispense a sua atenção a temas tão pungentes da sociedade portuguesa como será este", adiantou a mesma fonte.

Em causa está a construção ilegal nos terrenos daquela família, há quatro décadas, do bairro da Cova da Moura, onde se instalaram muitas pessoas vindas das antigas colónias africanas. Os 16 hectares estão avaliados em cerca de de 100 milhões de euros e os proprietários, que há anos aguardam uma compensação, continuam a pagar anualmente 3000 euros de IMI.

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