Falta de meios aéreos surpreende turistas

O combate aos fogos no interior da Madeira está a bloquear estradas que muitos turistas utilizam para conhecer a ilha, onde a falta de meios aéreos é motivo de críticas de muitos.

Perto das localidades de Fonte do Bispo, na Calheta, e de Achadas da Cruz, em Porto Moniz, no meio da manta de destruição que envolveu estes dois concelhos durante a noite, Dois casais, um suíço e outro espanhol, criticam as autoridades portugueses por não envolverem mais helicópteros.

"Onde estão os meios aéreos? Não vemos helicóptero nem aviões. Se Portugal está em crise, peçam ajuda à União Europeia para salvar este património que é da humanidade e não só da Madeira", disse à Lusa Soraya Oliva.

A espanhola chegou ao Funchal, oriunda de Barcelona, há três dias e critica as agências de viagens que "não foram capazes de avisar que havia incêndios".

Se soubessem não teriam vindo para a Madeira, garantiu o casal espanhol.

"Estou a tentar escapar aos incêndios no Funchal e chegar a Porto Moniz, mas está tudo ardido ou bloqueado", explicou um casal suíço de mapa em riste.

Estes suíços estão na Madeira há uma semana e regressam na segunda-feira.

"As férias estão estragadas. Queríamos ir ao teleférico [Achadas da Cruz a Fajã da Quebrada Nova], mas nem conseguimos chegar lá. Vemos bombeiros, mas ainda não vimos aviões a deitar água", frisou o casal.

Um elemento das forças de socorro informou a Lusa no local que o teleférico foi desativado por prevenção, enquanto decorrem os trabalhos de substituição dos postos de eletricidade atingidos pelos fogos.

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