"Excelente notícia" aprovação de novo regime jurídico

O presidente do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa considera uma "excelente notícia" a aprovação, pelo Governo, do novo regime jurídico de utilização de células estaminais.

Em declarações à agência Lusa, Rui Reis afirmou que, "para que esta área avançasse em Portugal, era preciso potenciar a investigação que já se encontra no terreno e aproveitar as oportunidades existentes na arena internacional". "Para tal era preciso, como este projecto de lei pretende, colocar a legislação que regulamenta a utilização de células estaminais de origem humana ao nível do que se faz nos países mais avançados neste domínio, que são entre outros o Reino Unido, a Suécia, a Bélgica ou Singapura", apontou. O também director do Grupo 3 B's, da Universidade do Minho, adiantou que o diploma é "até mais ambicioso" do que fez a administração Obama. "Ficaremos certamente muito mais competitivos em termos internacionais", salientou.

A proposta de lei, que pretende estimular a actividade de investigação neste domínio, "não perde de vista o objectivo de potenciar a actividade económica e a criação de valor nesta área de alto potencial tecnológico, e que pode vir a ter um fortíssimo impacto no tratamento de diversas doenças para as quais hoje não existem alternativas terapêuticas adequadas".

Rui Reis entende que "o Governo foi capaz de ouvir a comunidade científica nacional e aconselhar-se com diversos especialistas estrangeiros para preparar um projecto de lei que, de facto, responde às necessidades e remove obstáculos". "Enquadra-se a utilização de células estaminais embrionárias, mas também de outras origens, bem como o modo como elas podem ser obtidas e utilizadas", referiu.

O responsável acrescentou que "uma lei como esta pode ajudar a atrair e fixar talento, reforçar a produção científica nacional numa área tão importante como esta e no médio prazo ter consequências altamente positivas na actividade empresarial neste domínio". "Como cientista espero apenas que os diversos quadrantes sociais e políticos sejam capazes de ouvir os especialistas e que não se misture religião com ciência. Como sabemos da história, essa mistura tipicamente nunca gerou progresso", recordou Rui Reis.

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