Ex-militares de tropas especiais suspeitos de tráfico de mulheres

O grupo operava a partir de um bordel da cidade da Lixa, concelho de Felgueiras, onde explorava cerca de 20 mulheres estrangeiras.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras informou hoje que desmantelou um grupo que se alegadamente dedicava ao tráfico de seres humanos para prostituição na Lixa, Felgueiras, e que deteve seis pessoas, entre as quais dois ex-militares de tropas especiais.

Numa nota à comunicação social, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) conta que desmantelou um grupo de seis pessoas que operava a partir de um bordel da cidade da Lixa, concelho de Felgueiras, onde explorava cerca de 20 mulheres estrangeiras, que em "apartamentos adjacentes a um espaço de diversão noturna (...), se dedicavam à prática da prostituição".

O SEF selou o bordel.

A operação foi desencadeada na madrugada de sábado passado, em cumprimento de 14 mandados de buscas domiciliárias emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação penal (DIAP) de Felgueiras.

Os seis arguidos - entre os quais se contam três irmãos (dois dos quais ex-militares de tropas especiais) e duas mulheres estrangeiras "que angariavam concidadãs para a prática da prostituição no bordel do grupo" - estão indiciados pela "prática dos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e branqueamento de capitais".

Os detidos vão ser ouvidos no Tribunal de Marco de Canaveses na terça-feira, a partir das 09:00, esclarece o SEF.

Durante a operação policial, o SEF deteve também duas mulheres estrangeiras em permanência ilegal em Portugal, sinalizou cinco vítimas de tráfico de seres humanos -- duas das quais com apenas 18 anos de idade - e apreendeu 150 mil euros em dinheiro, armas, réplicas diversas e uma viatura de alta cilindrada.

As vítimas de tráfico de seres humanos que a operação permitiu sinalizar encontram-se a receber acompanhamento institucional, acrescenta a nota de imprensa.

A ação policial, desenvolvida por cerca de 40 efetivos do SEF, foi o resultado de "meio ano de investigação" do DIAP de Felgueiras.

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