Ex-chefe das secretas entrega queixa ao Ministério Público

Jorge Silva Carvalho, através do advogado Nuno Morais Sarmento, diz que fio vítima de violação de correspondência e utilização indevida da mesma pelo "Expresso"

O ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) vai entregar esta terça-feira uma queixa-crime por violação de correspondência e utilização indevida da mesma, depois do jornal Expresso ter noticiado que Jorge Silva Carvalho cedeu informações confidenciais à Ongoing.

Fonte próxima do ex-director do SIED indicou à agência Lusa que essa queixa será entregue ao Ministério Público pelo seu advogado Nuno Morais Sarmento.

No domingo, o advogado considerou que "a notícia do Expresso revela a eventual existência de situações de violação de correspondência privada, de utilização indevida da mesma e ainda acesso indevido".

O representante de Jorge Silva Carvalho considera que a notícia do semanário "tem por base um conjunto de elementos que indiciam ter havido violação de correspondência, nomeadamente acesso indevido ao correio electrónico pessoal de Jorge Silva Carvalho", passível de eventual participação crime.

Jorge Silva Carvalho negou ter fornecido informações à Ongoing e pediu uma audiência à 1.ª Comissão Parlamentar (Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias) para prestar esclarecimentos, que já decidiu ouvir primeiro o presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação, Marques Júnior.

Segundo o Expresso, o ex-director do SIED terá passado informações para a empresa Ongoing antes de abandonar a chefia dos serviços, em Novembro de 2010.

O jornal escreve que as informações alegadamente passadas à Ongoing estavam relacionadas com dois empresários russos e sobre metais estratégicos, ambas fornecidas em Novembro passado.

Jorge Silva Carvalho apresentou a demissão dos serviços dois dias antes da cimeira da Nato, em Novembro de 2010, o que não ocasião gerou alguma polémica, devido ao momento escolhido.

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