Governo nomeia segundo ex-chefe militar para empresa do grupo Empordef

Ministério da Defesa escolheu almirante Macieira Fragoso para presidente não executivo dos estaleiros da Naval Rocha.

A holding das indústrias de Defesa, Empordef, escolheu um segundo ex-chefe militar para presidir a uma das suas empresas participadas. Trata-se do almirante Macieira Fragoso, ainda na reserva e na efetividade de serviço, que vai ser presidente não executivo dos estaleiros da Naval Rocha, em Lisboa.

O Ministério da Defesa confirmou ao DN a nomeação do anterior chefe do Estado-Maior da Marinha para aquela empresa, onde o Estado é o acionista maioritário (45%) mas está em minoria face aos privados, a Lisnave (20%) e o Grupo ETE (35%).

O que a Defesa não explicou é se essa escolha corresponde a um novo entendimento face aos chefes militares que cessam funções. Até ao início dos anos 2000 costumava ser regra nomeá-los para empresas públicas, sendo o general Aleixo Corbal (Força Aérea) um dos últimos a ser colocado - na OGMA, antes da sua privatização - após deixar o ramo.

Agora, em poucos meses, o chamado governo da geringonça nomeou o general Luís Araújo (Força Aérea) para a OGMA e Macieira Fragoso para a Naval Rocha, na margem norte do rio Tejo.

Fonte oficial limitou-se a dizer que a escolha daquele almirante - que esperava ter sido reconduzido na chefia da Marinha em finais de 2016 - se deveu à sua competência e concordância com as orientações da tutela para o setor naval das indústrias de Defesa.

Certo é que os estaleiros da Naval Rocha, entre Santos e Alcântara, poderão vir a receber o submarino Arpão caso o Arsenal do Alfeite não possa receber esse navio em setembro de 2018 para trabalhos de reparação estimados em 15 meses, admitiram fontes ouvidas pelo DN.

Segundo estes especialistas, a doca nº1 da Naval Rocha tem dimensão para docar aquele navio - só que é nesse espaço que a Naval Rocha "faz 80% a 90% do seu negócio". Como tal, os custos de transferir para aí a reparação do submarino iria aumentar significativamente face ao custo previsto de 24 milhões de euros.

Outra alternativa seria o estaleiro da Mitrena, em Setúbal, que também implicaria custos adicionais.

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