Eurodeputado Carlos Coelho. Estados têm de ter meios para controlar fronteiras

O social-democrata solicitou respostas "com caráter de urgência" ao Conselho e à Comissão Europeia sobre a reintrodução do controlo nas fronteiras Shengen

Embora o eurodeputado do PSD reconheça que "necessitamos de fronteiras externas mais seguras", entende que existem "dois níveis de ação: primeiro os Estados têm de fazer face à emergência, disponibilizando os meios necessários, e, simultaneamente, dotando a Frontex, para o futuro, de meios para agir mais eficazmente".

A preocupar, em particular, Carlos Coelho, está a situação na Grécia, país que foi alvo de uma "visita surpresa" às suas fronteiras externas, tendo sido detetadas "deficiências graves". Carlos Coelho quer saber se "a Comissão pretende tornar público o resultado dessa visita?" e se "está disponível para debater a questão com a Comissão LIBE (Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos?".

O eurodeputado entende que "é essencial que o parlamento europeu seja envolvido neste debate", tendo em conta que se "a utilização do novo mecanismo de avaliação demonstra que Shengen tem instrumentos para identificar falhar, o debate político não pode permanecer desinformado". O eurodeputado perguntou ao Conselho se "está, de facto, a considerar reintroduzir o controlo de fronteiras com a Grécia por um período de dois anos?", bem como se é intenção "alargar pelo mesmo período os controlos já reintroduzidos em alguns países da União" e "com base em que dados pretendem tomar essa decisão".

Coelho conclui que "os Estados continuam sem saber responder à crise" e que "anúncios como estes só visam aparentar ação e acalmar populismos, quando, na verdade, os Estados não têm agido, não têm cumprido promessas. E, Por isso, Shengen, está sob pressão".

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