Este pode ser o último Censos

O recenseamento da população tal como existe tem os dias contados. Vários técnicos estão a estudar as bases de dados de entidades públicas para perceber se é possível, através do cruzamento daquelas informações, fazer uma fotografia da sociedade portuguesa.

A presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Alda Carvalho, é a primeira a defender o fim do actual processo de recenseamento: "Era bom que o Censos 2011 fosse o último". Em vez da "tradicional" recolha de informação junto da população, o futuro deverá passar pela utilização dos dados existentes nos organismos públicos.

A ideia não é nova, pois estava perspetivado no decreto-lei do recenceamento que já não haveria Censos em 2021, referiu a responsável do INE.

O processo de recenseamento que começou a ser planeado em 2006 e está a decorrer no país desde o início do mês deverá custar aos cofres do Estado "um pouco menos de 50 milhões de euros". Para a presidente do INE, esse dinheiro podia ser poupado se se usasse a "informação administrativa" existente na Segurança Social, no Instituto do Emprego, no Cartão do Cidadão ou no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

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