Estaleiros de Viana leiloam material médico e de escritório

A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vai tentar vender em leilão, na próxima semana, equipamento médico e de escritório, entre outro material, segundo os anúncios dos concursos consultados hoje pela Lusa.

Em causa estão sete leilões a realizar na empresa, durante todo o dia da próxima terça-feira, 17 de junho, no âmbito do encerramento dos estaleiros públicos e da subconcessão dos terrenos e infraestruturas ao grupo privado Martifer, assumida em maio passado.

O período para a apresentação de propostas de aquisição para estes sete leilões termina na segunda-feira, 16 de junho.

O procedimento, de acordo com os anúncios dos concursos, começa às 09:00, nas instalações da empresa, com a abertura das propostas para a alienação de diverso material, entre embarcações, torres de iluminação, uma grua, atrelados, entre outros, seguindo-se o leilão e a venda à oferta mais alta.

Às 09:45 realiza-se o leilão, nos mesmos moldes, de equipamento do centro de formação, desde maquinaria de soldadura a ferramentas e acessórios.

Para as 10:30 está marcada a alienação de material da oficina de tratamento de superfícies e armazém de tintas e cerca de uma hora depois o leilão da oficina de marinharia e meios volantes.

A partir das 14:00 será vendido o material do posto médico. Trata-se, entre outro equipamento, de aparelhos de leitura de RX e ecografias, marquesas e até um par de muletas.

Os leilões dos equipamentos do parque de resíduos e o mobiliário de escritório são os últimos do dia. Todos têm preços base definidos.

A semana passada a West Sea comprou, segundo fonte da empresa, entre 60 a 70 mil euros de diverso material em cinco leilões realizados nos ENVC.

A empresa criada pela Martifer para gerir a subconcessão ENVC adquiriu, na altura, a maior parte do material leiloado das oficinas de caldeiraria ligeira, encanamentos, mecânica, eletricidade e manutenção.

Os procedimentos representaram um encaixe financeiro para os ENVC superior a 100 mil euros, adiantou, na ocasião, à Lusa o presidente do júri destes procedimentos.

O mesmo responsável explicou que não foram apresentadas propostas para muitos dos equipamentos anunciados nos concursos destes leilões que tinham preços base definidos, que podem agora ser revistos pela administração num eventual novo procedimento.

Já Vítor Figueiredo a West Sea explicou que a empresa tem participado em vários dos leilões que a administração dos ENVC tem vindo a realizar com o objetivo de adquirir equipamentos que "foram diagnosticados como importantes para a atividade" do grupo em Viana do Castelo.

A administração dos ENVC está ainda a proceder à venda de diverso material móvel da empresa - no total cerca de 20 mil itens - que ficou fora do concurso da subconcessão.

Esse procedimento está a ser assegurado por cerca de 40 trabalhadores dos ENVC, ainda em processo de liquidação.

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