Ernst and Young põe Porto no top 5 para receber EMA

UE. Estudo pedido pela candidatura portuguesa à Agência Europeia do Medicamento. Eurodeputado Paulo Rangel lidera lóbi em Bruxelas

Portugal, através da candidatura da cidade do Porto, surge no grupo dos cinco países melhor colocados - tendo em conta um conjunto alargado de critérios - para acolher a futura sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA), revela um estudo realizado pela Consultora Ernst and Young, a pedido da candidatura nacional, que será apresentado esta terça-feira no Palácio da Bolsa do Porto.

A informação foi avançada ao DN por Eurico Castro Alves, antigo secretário de Estado da Saúde, que representa a Câmara Municipal do Porto na Comissão de Candidatura Portuguesa à relocalização da EMA. "Há critérios em que o Porto está à frente, noutros não está mas, no geral, está sempre no grupo de frente de cinco países, entre os 19 candidatos", revelou, considerando que "a grande notícia" é que o estudo confirma que "está ultrapassada a questão técnica de saber se o Porto é ou não elegível. É elegível, não há dúvida nenhuma".

Quanto ao facto de o estudo ter sido realizado a pedido da candidatura portuguesa, o antigo secretário de Estado defende que isso não belisca a importância das conclusões finais: "É um trabalho desta consultora bastante rigoroso e muito objetivo, que conclui que no conjunto dos critérios definidos pela EMA, sob o ponto de vista técnico, Portugal preenche todos os requisitos necessários e está no grupo dos melhores", reforçou.

"Lisboa condenada ao fracasso"

No mesmo dia em que estes dados serão divulgados ao pormenor no palácio da Bolsa do Porto, em Bruxelas o eurodeputado do PSD Paulo Rangel assumirá a liderança do lóbi junto dos membros do parlamento Europeu, tendo em vista promover a candidatura portuguesa junto dos diferentes países.

"Vamos fazer uma missão de lobbying, que começará com os eurodeputados portugueses, para terem um esclarecimento mais concreto. É uma coisa que estou a coordenar mas em que participa também a representação permanente e o governo", contou. Numa segunda fase, serão promovidos contactos "com o comissário Europeu [da Investigação, Ciência e Inovação] Carlos Moedas e, principalmente com um conjunto de deputados estrangeiros que são relevantes juntos dos seus governos".

A missão portuguesa a Bruxelas, acrescentou, incluirá cerca de doze personalidades, desde representantes "do Ministério da Saúde, Câmara do Porto, Secretaria de Estado dos Assuntos e Europeus e Infarmed" a instituições relevantes da cidade, como "A Universidade do Porto, a Católica do Porto e a Fundação de Serralves". Paulo Rangel frisa que esta será uma iniciativa "totalmente apartidária", cujo objetivo será mobilizar o país em torno deste objetivo.

Defensor da candidatura da Invicta "desde a primeira hora" e crítico da opção pela cidade de Lisboa - entretanto abandonada -, Rangel defendeu que as hipóteses de sucesso da candidatura portuguesa seriam nulas caso os defensores da indicação da capital para possível sede da EMA tivessem levado avante as suas intenções. "Basta ver que um dos critérios mais desfavoráveis ao Porto no Estudo da Ernst And Young é o facto de já existirem duas agências Europeias [observatório da Droga e Agência das Pescas]. Ambas em Lisboa

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