"Votarei ou admito que possa votar [em Fernando Medina]"

Bagão Félix quer esperar para ver quem são todos os candidatos, mas fica claro que prefere Fernando Medina a Assunção Cristas

Sendo independente, é muito próximo do CDS, mas já fez grandes elogios ao atual presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina. Assunção Cristas é candidata à Câmara de Lisboa. Quem gostava de ver na presidência da Câmara de Lisboa depois das autárquicas de outubro.

Bem, eu não sou próximo do CDS, eu sou democrata-cristão. São coisas diferentes.

Mas apresenta-se como independente...

As minhas ideias são inspiradas pela Doutrina Social da Igreja. Isso é a única parte... Se o CDS for democrata-cristão, obviamente que estou mais perto, mas nem sempre...

Nem sempre aconteceu?

Nem sempre aconteceu. Não sei quais vão ser os candidatos para a Câmara Municipal de Lisboa, mas à partida...

Tem aqui dois...

À partida, simpatizo com a ideia de continuar o dr. Fernando Medina. Acho que tem sido um bom presidente, um jovem político... Naturalmente, como qualquer um, comete erros, mas é uma pessoa elegante, ativa, que em meu entender está a fazer uma boa gestão na Câmara Municipal de Lisboa.

Mas eu tenho que insistir na pergunta. Mesmo tendo como candidata uma democrata-cristã, que lidera o CDS?

Sim. Não está em causa a dra. Assunção Cristas, não está nada disso em causa. Mas eu, para votar numa autarquia, voto em pessoas, independentemente [do partido]... Por acaso, o dr. Fernando Medina é do Partido Socialista, mas se não fosse também era capaz de votar nele. Acho que tem feito um bom trabalho.

Mas, quando olha para o futuro da Câmara de Lisboa, presumo que a solução de estabilidade que Fernando Medina dá, Assunção Cristas possa não vir a dar? É também isso que equaciona ou não?

Não. Não estou a ver isso. Não estou, sequer, a equacionar isso. Estou simplesmente a dizer que votaria ou votarei ou admito que possa votar... Também depende dos vários candidatos, porque ainda não estão todos apresentados. Nem sei se o dr. Fernando Medina se apresenta. Provavelmente fá-lo-á.

Socorrendo-nos de si como analista político... O trabalho que Pedro Passos Coelho teve de fazer como primeiro-ministro, designadamente a austeridade que teve de aplicar durante um governo, numa altura em que o país estava, de facto, numa situação muito complicada, deixa-lhe, a ele, Pedro Passos Coelho, espaço para disputar uma vitória nas próximas eleições legislativas?

Acho que é um trabalho penoso, difícil. Porque, quer se queira quer não, ele está associado às medidas mais gravosas, mais impopulares da austeridade. Tudo depende da conjuntura política, económica e social nos próximos anos. Reconheço-lhe uma grande bravura... bravura ou obstinação, ou teimosia, ou coragem, no sentido de continuar. Acho que isso, apesar de tudo, é positivo num país em que, quando se perde - e não foi o caso dele - eleições, se sai.

Ele ganhou as eleições...

Ele não saiu, acho que está nesse direito. Agora, tem esse handicap, esse anátema de estar, de alguma forma, ligado a essas medidas e acho que seria inteligente ele procurar, tanto quanto possível, desligar-se um pouco dessas medidas. Mas não é fácil, reconheço que não é fácil.

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