Embaixador Luís Filipe Castro Mendes é o novo ministro da Cultura

Castro Mendes toma posse na próxima quinta-feira, segundo o site da Presidência da República

O embaixador Luís Filipe Castro Mendes, atual representante de Portugal junto do Conselho da Europa em Estrasburgo, é o novo ministro da Cultura que tomará posse na próxima quinta-feira, dia 14, segundo o site da Presidência da República.

De acordo com informação avançada na página de internet oficial da Presidência da República, Luís Filipe Castro Mendes toma posse depois da deslocação do Presidente a Estrasburgo nos dias 12 e 13 de abril.

Em declarações à TSF, Luís Castro Mendes fez saber que só comentará os desafios do cargo que aceitou após a tomada de posse, na quinta-feira, frisando que considera "uma honra" o convite que lhe foi feito por António Costa.

À rádio, falou igualmente o poeta Nuno Júdice, amigo de longa data do novo ministro da Cultura, que elogiou a escolha de António Costa e referiu que a Castro Mendes não faltarão projetos nem ideias, referindo que, apesar da carreira diplomática, o embaixador não perdeu a ligação ao meio cultural português.

Poeta ficcionista português, Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950 e licenciou-se em 1974 em Direito pela Universidade de Lisboa, desenvolvendo a partir de 1975 uma carreira diplomática sucessivamente em Luanda, Madrid e Paris.

O novo ministro da Cultura substitui na pasta João Soares que apresentou, na sexta-feira, ao primeiro-ministro, António Costa, a demissão das suas funções no Governo, invocando razões de solidariedade com o executivo.

O pedido de demissão, aceite pelo primeiro-ministro, foi feito na sequência de ameaças de agressão física aos comentadores Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente, do jornal Público, e constitui a primeira 'baixa' do XXI Governo Constitucional, menos de cinco meses após a tomada de posse.

A demissão foi apresentada depois de o primeiro-ministro, na noite de quinta-feira, em declarações aos canais de televisão, ter pedido desculpa aos colunistas do Público, nomeadamente Augusto M. Seabra, por quem confessou "particular estima", e Vasco Pulido Valente, por quem declarou "consideração".

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