Durão Barroso nostálgico do ensino na ditadura

O diretor da antiga escola de José Manuel Durão Barroso, o liceu Camões, lembrou as taxas de analfabetismo no tempo do Estado Novo

O presidente da Comissão Europeia lamenta que "não tenha sido possível conciliar a democratização do ensino com a exigência e a qualidade", recordando que, antes do 25 de abril de 1974, "apesar de algumas liberdades cortadas, havia na escola uma cultura de mérito, exigência, rigor, disciplina e trabalho". José Manuel Durão Barroso falava na sede da CAIS, na cerimónia de entrega do donativo do prémio europeu Carlos V, a esta instituição e à Escola Secundária Camões, onde foi estudante.

Dirigindo-se a três dos seus antigos professores, presentes no encontro, Durão Barroso, recordou o quanto eram "exigentes" nessa altura, sugerindo um maior "investimento na escola e nos professores". "Essa é que é a chave. Não é tanto como se sugere com alguns grandes programas, com alguns grandes modelos, com mais e mais controlos. É dar tempo à escolas e aos professores. Porque os professores querem naturalmente ensinar, essa é a sua vida, a sua aspiração", declarou.

No seu entender,"o Estado deve dar uma ajuda complementar, mas não pode ter a pretensão de controlar aquilo que faz cada professor na sua sala de aulas".

Numa resposta diplomática ao 'saudosismo' de Barroso, o atual diretor da Escola Camões, sublinhou que "houve grandes avanços na Educação em Portugal nestes últimos 40 anos, com as escolas a terem que dar resposta às necessidades de toda a população. Comparem-se as taxas de analfabetismo desse tempo com as atuais".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG