Duas povoações continuam isoladas no distrito

Diversas estradas mantém-se submersa e duas povoações continuam isoladas no distrito de Santarém, devido à subida das águas do Tejo, mas a Proteção Civil prevê para hoje a estabilização dos caudais.

O último balanço da Proteção Civil dá nota de "ligeiras alterações nos caudais debitados pelas barragens de Fratel, Pracana e Castelo de Bode" que, a manterem-se, levarão a uma estabilização do nível das águas em todo o rio Tejo".

Apesar de nos afluentes do Tejo "os níveis hidrométricos dependerem da precipitação localizada que se possa verificar na respetiva bacia", a Proteção Civil não prevê para hoje o aumento das zonas inundadas, considerando mesmo "pouco provável o galgamento do Dique dos Vinte (EN 243), um dos locais do concelho da Golegã onde se previa a subida das águas.

No distrito mantêm-se isoladas as povoações de Caneiras e Reguengo do Alviela, ambas no concelho de Santarém, e onde as populações estão a ser auxiliadas pelos bombeiros no transporte de pessoas e de bens essenciais.

Com oito estradas submersas, os concelhos de Santarém e Alpiarça são os que registam maiores números de inundações, mas a situação afeta também os concelhos de Almeirim, Coruche, Benavente, Cartaxo, Torres Novas, Chamusca, Golegã e Constância, que no total somam quase meia centena de vias cortadas ou condicionadas.

Além das estradas, mantém-se inundada a praia fluvial de Alvega, a marginal do Rossio ao Sul do Tejo (Aquapólis Sul) e a passadeira de cimento e jardim em Barreiras do Tejo (Aquapólis Norte), todos no concelho de Abrantes.

O mesmo acontece em Constância com o parque de estacionamento e o parque de campismo junto ao rio Zêzere e, ainda, com a parte baixa da vila, onde ficou inviabilizada a realização das festas anuais.

Em Vila Nova da Barquinha continua a submersão do cais de Tancos e a inundação da Avenida dos Plátanos e na Golegã vários campos agrícolas mantêm-se alagados.

Na Chamusca, a Avenida Isidro dos Reis está parcialmente submersa, tal como o porto das mulheres, a zona ribeirinha da vila e da barca do Arrepiado (suspensa por motivos de segurança).

O cais da marina de Valada, no Cartaxo, encontra-se também inoperacional, não podendo receber embarcações.

A Proteção Civil aconselha as populações das zonas normalmente inundáveis e retirarem bens e animais e a evitar o atravessamento de zona inundadas, de modo "a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas".

Evitar atividades recreativas no leito do rio Tejo e afluentes, respeitar a sinalização e adotar uma condução defensiva são outros dos conselhos da Proteção Civil, que desde o dia 27 de março mantém ativado o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, inicialmente no nível amarelo (o terceiro menos grave de uma escala de cinco) e desde dia 31 no nível laranja, o segundo na mesma escala.

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