Domingos Abrantes destaca contributo para resistência antifascista de Almeida Santos

O dirigente comunista considerou depois que a democracia portuguesa "perdeu um dos seus construtores"

O dirigente histórico comunista Domingos Abrantes lamentou hoje a morte do presidente honorário do PS, Almeida Santos, classificando-o como "um resistente antifascista" que deu um contributo para a institucionalização da democracia em Portugal.

Domingos Abrantes, membro do Conselho de Estado, falava aos jornalistas à chegada à cidade da Praia, onde na quarta-feira, a convite do Governo de Cabo Verde, participará na inauguração do Museu do Campo de Concentração do Tarrafal - um ato solene em que também estará presente o primeiro-ministro português, António Costa.

"Almeida Santos deu um contributo quer à resistência antifascista, quer à construção da democracia", declarou Domingos Abrantes. Para o dirigente histórico comunista, António de Almeida Santos "foi um oposicionista ao Estado Novo e um democrata".

"Naturalmente, lamentamos a perda de um resistente. Com as suas características próprias deu uma contribuição para a institucionalização da democracia portuguesa", referiu.

Domingos Abrantes considerou depois que a democracia portuguesa "perdeu um dos seus construtores".

"Endereço as minhas condolências ao PS, algo que o PCP não deixará de fazer. Como conheci pessoalmente Almeida Santos, aproveito para endereçar as minhas condolências à sua família pela sua morte", acrescentou.

O presidente honorário do PS, António Almeida Santos, morreu na segunda-feira, com 89 anos, disse à agência Lusa fonte da família.

Almeida Santos, que completaria 90 anos a 15 de fevereiro, foi submetido por duas vezes a cirurgias cardiovasculares.

O corpo do fundador do PS deverá estar em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, mas não haverá cerimónia religiosa, a pedido do próprio, adiantou a mesma fonte.

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