Doentes optaram em 57% por medicamentos mais caros

Das receitas analisadas em mais de 500 farmácias, a Autoridade Nacional do Medicamento concluiu que em 57% dos casos os doentes levaram para casa medicamentos fora do grupo dos cinco mais baratos por opção de escolha do doente.

Os resultados publicados resultaram de uma ação de fiscalização, realizada em dois períodos diferentes, que surgiu após a denúncia da Ordem dos Médicos que as farmácias estavam a trocar remédios por outros mais caros.

Os inspetores do Infarmed analisaram mais de 6729 receitas. Em 3829 os doentes levaram para casa medicamentos foram do grupo dos cinco mais baratos de cada grupo homogéneo.

O relatório aponta que foram detetadas 11 irregularidades "por violação do direito de opção do utente". Foram ainda reportadas pelas farmácias algumas dificuldades "no abastecimento de alguns medicamentos".

Segundo o documento, em outubro, 87,4% das farmácias tinham pelo menos um medicamento entre os cinco mais baratos de cada grupo homogéneo. "Em casos em que esta situação não se verificava, as farmácias conseguiram colmatar a falta num prazo de 12 horas".

Quanto à análise por prescrição por denominação comum e o uso das execções feitas pelos médicos - a lei prevê três: margem terapêutica estreita; reação adversa prévia e continuidade de tratamento superior a 28 dias - houve um aumento do uso das execeções. Passou de 1% em abril para 8% em julho.

A execeção C, relacionada com a continuidade do tratamento superior a 28 dias foi a mais usada pelos médicos (81%). Os dados serão enviados às Administrações Regionais da Saúde para posterior análise.

O Infarmed adianta ainda que está a ser ultimado um estudo mais aprofundado sobre a prescrição e condições de dispensa de medicamentos.

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