Director nacional considera "insensatas e injustas" declarações de presidente da ASFIC

O director nacional da Polícia Judiciária (PJ) considerou hoje, quinta-feira, "insensatas e profundamente injustas" as declarações do presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal, alertando que "radicalizar forma de luta poderá conduzir a PJ a um beco sem saída".

"São declarações insensatas e profundamente injustas de quem em Setembro de 2009, numa altura já difícil para o país, não aceitou um aumento de 50 por cento do valor de serviço de piquete e das prevenções activas e passivas", disse Almeida Rodrigues, em declarações à agência Lusa. A propósito das declarações de Carlos Garcia, o director nacional da PJ disse ainda à Lusa: "Com esta atitude, o presidente da ASFIC deveria ponderar que estamos num momento extremamente difícil para todos os portugueses e que radicalizar formas de luta poderá conduzir a PJ para um beco sem saída". A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia judiciária (ASFIC/PJ) defendeu hoje que a direcção da PJ devia demitir-se, face à "incapacidade e falta de vontade para resolver os graves problemas" que atingem a instituição e aqueles funcionários.

Em conferência de imprensa, em Lisboa, o presidente da ASFIC/PJ, Carlos Garcia, alertou que a PJ está a ser "vítima" do poder político e da "asfixia financeira" que vem desde 2006, e entendeu que a actual direcção da PJ - Almeida Rodrigues e Pedro do Carmo - "não reúne as condições para o exercício do cargo", pois "já não têm a confiança dos funcionários de investigação criminal que se sentem enganados e atraiçoados". O dirigente da ASFIC, que fez hoje um balanço da greve às horas extraordinárias e suas repercussões (negativas) no número de detenções, inquéritos e buscas, prometeu para breve "medidas de endurecimento drástico" da luta daqueles funcionários, justificando que "não é sustentável este estado de coisas na PJ".

Para o efeito, irá apresentar ao ministro da Justiça novos pré-avisos de greve que, admitiu, poderão passar por greve ao trabalho burocrático e às prevenções ou por uma nova concentração. "A PJ, tal como o país e os portugueses, está a ser vítima deste poder político", declarou Carlos Garcia, que admitiu que os funcionários podem estar a ser penalizados por serem eles que investigam "as Casas Pias, os Freeports, os Submarinos, os Portucales, as Faces Ocultas, os CTT, os BPP e os BPN, porque investigam a corrupção". A ASFIC mantém desde 15 de Dezembro passado a greve ao trabalho fora do horário normal, a greve ao trabalho no período da hora do almoço e o pedido do pagamento adiantado das ajudas de custo.

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