Dinheiro usado no aumento de capital do Banco Insular passou pelo BCP Cayman

A primeira testemunha arrolada pelo Ministério Público no julgamento do caso BPN disse hoje que os cinco milhões de dólares usados no aumento de capital do Banco Insular de Cabo Verde passaram por uma conta no BCP Cayman em 2002.

Segundo o inspector tributário de Braga, Paulo Jorge Silva, que participou nas investigações ao lado das autoridades, esta operação saiu da órbita do grupo BPN através de uma conta que a sociedade 'offshore' Doyle Managment detinha no BCP Cayman.

O inspector concluiu que os cinco milhões de dólares usados no reforço de capital do Banco Insular foram pagos pela própria entidade, numa operação dissimulada através do recurso a várias sociedades 'offshore' ligadas ao universo SLN (Sociedade Lusa de Negócios), que por sua vez tinham contas abertas quer no BCP Cayman, quer no Fortis Reino Unido.

Ainda segundo a acusação, quer José Oliveira e Costa (à data presidente do BPN), quer Luís Caprichoso (então administrador de uma sociedade ligada ao grupo), tinham, juntamente com José Vaz Marcarenhas (presidente do Banco Insular), conhecimento destas operações.

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