Destino de células estaminais preocupa

O encerramento de empresas que crio-preservam células estaminais do cordão umbilical, devido à crise, é uma possibilidade que preocupa o setor, que já estuda hipóteses para o destino das amostras recolhidas.

"É um assunto que nos preocupa porque hoje em dia há muitas empresas a encerrar e a nossa empresa está no mercado como as outras", disse à agência Lusa um dos administradores da Biosckin, um dos quatro bancos autorizados a operar no setor.

Segundo António Guimarães, que não equaciona para já o encerramento da empresa e afirma que a crise ainda se faz sentir de uma forma muito ténue, a situação destas empresas é "muito complexa".

Isto porque armazenam células estaminais, as quais precisam de ter um destino no caso da empresa encerrar ou declarar insolvência.

Por esta razão, adiantou, esta empresa e mais duas que se dedicam à recolha e criopreservação de células estaminais do cordão umbilical estão a "estudar um protocolo que defina, no caso de uma insolvência, ou perante a impossibilidade da empresa trabalhar, qual a que pode ficar responsável pelas amostras".

"O objetivo é garantir que as amostras se mantém guardadas por empresas que sabem como trabalhar nesta área", disse.

André Gomes, administrador da Crioestaminal, a primeira empresa do setor a trabalhar em Portugal, reconhece que a crise já se faz sentir.

"Naturalmente que sentimos a crise. Houve uma quebra ligeira, em grande parte porque há menos partos, pois as pessoas estão a ter menos filhos", disse à Lusa.

Questionado sobre o futuro das amostras no caso do encerramento da empresa, André Gomes lembrou que "a atividade é regulada por uma lei que emana de uma diretiva comunitária e que prevê que os bancos tenham acordos entre si para transferir as amostras para outro banco".

"Estamos longe desta possibilidade", ressalvou, lembrando que a Crioestaminal é "a maior empresa do país", com 55 mil recolhas efetuadas.

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