Cafôfo acusado de "cobardia" no episódio da queda da árvore no Monte

Presidente da Câmara do Funchal é arguido neste caso

O deputado do PSD Carlos Rodrigues disse hoje que o presidente da Câmara do Funchal teve comportamento "cobarde", de "falta de caráter" e "irresponsável" no episódio da queda da árvore no Monte que vitimou 13 pessoas e causou 50 feridos.

No dia 15 de agosto de 2017, 13 pessoas faleceram e 50 ficaram feridas quando um carvalho se abateu sobre uma multidão que aguardava a procissão de Nossa Senhora do Monte.

Hoje, ao intervir na Assembleia Legislativa da Madeira, Carlos Rodrigues lembrou que o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, nesse dia de 15 de agosto, "desapareceu até às 19:00, reaparecendo a essa hora para fugir, cobardemente, às suas responsabilidades, acusando a Igreja, dissertando sobre Botânica e apontando o dedo aos funcionários da Câmara, seus subordinados".

Carlos Rodrigues acusou Paulo Cafôfo de não ter tido "uma palavra para com as vítimas" e, "depois, durante uma semana, trata de baralhar as provas e obstaculizar a investigação, de seguida durante um mês finge-se de morto para ganhar as eleições [autárquicas de 01 de outubro] e, após essa vitória manipulada, recusa-se a prestar contas à Assembleia, argumentando com mentiras em total desrespeito com o órgão mais importante da política regional".

"Não sei se este senhor é ou não culpado, a justiça decidirá sobre isso. Agora, uma coisa é certa e disso tenho toda a certeza: em todo este processo, esse senhor demonstrou que não tem caráter, é irresponsável e jamais será um líder político", declarou.

No princípio do ano, o Ministério Público constituiu arguidos, neste processo, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, a vereadora do Ambiente e um funcionário ligado à manutenção dos jardins.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG