"Custo para o Estado rondará 2,7 mil milhões"

O custo da nacionalização do BPN para os cofres estatais deverá atingir um valor próximo dos 2,7 mil milhões de euros, de acordo com a informação hoje prestada aos deputados por Faria de Oliveira, presidente da CGD.

"O custo para o Estado andará à volta dos 2,7 mil milhões de euros", afirmou o banqueiro no decorrer da sua audição na comissão parlamentar de inquérito ao BPN.

"Mais as contingências", acrescentou, explicando que "neste momento é muito difícil avaliá-los [os custos finais]".

Este montante é composto por 1.800 milhões de euros em imparidades dos veículos estatais que receberam os ativos problemáticos do BPN (já reconhecidas no Orçamento de Estado de 2010), 600 milhões de euros relativos ao recente aumento de capital que antecedeu a venda do banco ao BIC (refletidos nas contas do Estado de 2011) e entre 200 e 300 milhões de euros de imparidades adicionais.

"O reverso da medalha passa pela recuperação dos ativos detidos pelas Pars [veículos estatais - Parparticipações, Parvalorem e Parups]", realçou Faria de Oliveira.

"Pode-se recuperar mais ou menos, depende do momento em que se faça a venda", explicou, acrescentando que essa decisão é uma competência exclusiva da Direção-Geral do Tesouro.

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