Crise de Dezembro deveu-se a "desabastecimento pontual"

A crise do açúcar de Dezembro deveu-se a um "desabastecimento pontual" e à necessidade de se retirar de uma cadeia de distribuição açúcar de beterraba importado que não estava em condições, disse o Governo.

"Esta situação partiu de uma importação que foi feita por uma cadeia de distribuição de açúcar de beterraba que não estava nas melhores condições uma vez que tinha um cheiro diferente do açúcar normal", disse hoje o secretário de Estado das Pescas e Agricultura, Luís Vieira, na Comissão de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, onde foi ouvido a pedido do PCP. Este açúcar, disse o governante em declarações à agência Lusa no final da audição, "já estava colocado nas prateleiras quando se detetou a situação e teve de ser retirado".

Questionado sobre o alarme motivado pela crise do açúcar, o secretário de Estado explicou que a "situação de alarme" decorreu do facto de ter sido retirado um "conjunto significativo de quilos de açúcar das prateleiras", na época natalícia onde as pessoas procuram mais este produto. O retorno do abastecimento acabou por demorar mais algum tempo e devido ao alarme gerou-se uma procura dez vezes superior ao costume na época, sublinhou Luís Vieira.

A escassez da matéria-prima no mercado internacional terá originado a suspensão da refinação e, consequentemente, levado à colocação de letreiros, em alguns postos de venda, a limitar a compra de dois quilogramas de açúcar por cliente. Em dezembro, o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas confirmou a existência de "problemas de fornecimento de açúcar no mercado internacional", mas afirmou desconhecer que os hipermercados portugueses estivessem a racionar as vendas deste produto.

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