Crato rejeita culpas no pior desempenho dos alunos na leitura. Aponta o dedo ao "facilitismo"

Ex-ministro da Educação rejeita acusações de que seria o responsável pela queda de 11 lugares de Portugal no relatório internacional que avalia a leitura dos alunos do 4.º ano

A descida de Portugal no relatório PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study) foi apontada pelo secretário de Estado da educação, João Costa, como resultado das medidas aplicados entre 2012 e 2015. Quando os testes foram feitos, o atual governo tinha tomado posse há dois meses.

Uma crítica rejeitada pelo anterior titular da pasta. Nuno Crato, em resposta ao DN, defende que os resultados - Portugal caiu de 19º para 30.º lugar, em 50 países - "deverão ser estudados com atenção". Acrescentando que melhorar a leitura "certamente exige mais atenção aos resultados, mais atenção à avaliação, metas mais exigentes e trabalho".

"Uma coisa é certa para já: provas realizadas num ambiente de facilitismo, em que as avaliações não servem para nada, em que se propaga que as metas devem ser menos ambiciosas e que o ensino não deve ir tão longe não têm dado bons resultados. Não é a primeira vez que o verificamos."

Crato critica ainda a posição do governo de remeter para si as responsabilidades por este resultado mais baixo. "O pior será adotar perspetivas apressadas e partidarizadas. Vi os comentários e é curioso o contraste entre a atitude que o governo hoje toma e a que tomou há quase um ano, quando saíram resultados muito mais importantes e significativos, os do PISA e do TIMSS, que nos mostraram a subir continuamente, e de 2011/12 para 2015, e nos colocaram acima da média da OCDE e mesmo acima da Finlândia, na Matemática do 4.º ano.

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