Crato diz que não pensa em alterar escolaridade obrigatória

O ministro da Educação excluiu hoje que esteja a ser ponderada qualquer redução da escolaridade obrigatória, depois de uma moção da Juventude Popular, que foi retirada, ter levantado a questão no congresso do CDS-PP.

"Não é assunto que me passe pela cabeça. Este Governo tomou uma decisão, que foi cumprir uma decisão da Assembleia da República. Foi com este Governo que começou a extensão da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano. Essa extensão está a decorrer da forma mais natural possível e temos muito orgulho que essa extensão seja feita por esta equipa", disse hoje o ministro Nuno Crato, durante uma cerimónia de assinatura de um memorando de entendimento com o seu homólogo argelino.

"Não está em cima da mesa, de forma alguma, mas acolhemos muito bem que os partidos discutam as suas propostas", acrescentou Nuno Crato, esta tarde, no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa.

No 25.º congresso do CDS, que decorreu este fim-de-semana em Oliveira do Bairro, os jovens populares tencionavam apresentar uma moção designada 'Libertar Portugal, Conquistar o Futuro', na qual defendiam recuo da escolaridade obrigatória do 12.º para o 9.º ano, o que não veio a concretizar-se.

Hoje, o ministro da Educação e Ciência e o homólogo argelino Mohamed Mebarki assinaram em Lisboa um memorando de entendimento que pretende promover o intercâmbio e a investigação científica entre os dois países, focando-se sobretudo na cooperação em três áreas: nanotecnologia, sismologia e ciências biomédicas.

Este memorando pode traduzir-se em intercâmbios de investigadores entre Portugal e Argélia, estágios nos dois países ou elaboração conjunta de projetos de investigação, entre outros aspetos.

A convite do ministro argelino uma delegação portuguesa irá visitar a Argélia, e durante essa viagem deverá decorrer uma das medidas concretas já estabelecidas no âmbito deste protocolo, e que passa por uma mostra universitária das instituições de ensino superior portuguesas no Estado magrebino.

Também ficou já definida a visita de cientistas portugueses focados na investigação na área da oncologia a centros de investigação argelinos.

Nuno Crato adiantou ainda que está a ser tratada a questão do reconhecimento de graus académicos entre os dois países.

O Ministro do Ensino Superior e da Investigação Científica da Argélia, Mohamed Mebarki, está desde hoje em visita oficial de dois dias a Portugal, a convite do ministro Nuno Crato, e no seguimento da Conferência 5 + 5, que juntou em setembro do ano passado em Rabat, Marrocos os ministros da Ciência do Mediterrâneo ocidental.

Hoje a delegação argelina visitou o Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, Instituto Gulbenkian de Ciência, Fundação Champalimaud, o Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa e o Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.

Na terça-feira a visita da comitiva argelina visita o Laboratório Internacional de Nanotecnologia, em Braga, onde também estará presente o Secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, e a Secretária de Estado da Investigação, Desenvolvimento e Inovação de Espanha, Carmen Vela, e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental -- CIIMAR Porto.

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