Costa: "Era uma daquelas pessoas que nos fazia acreditar que a vida na terra é eterna"

Notícia da morte do histórico socialista apanhou o primeiro ministro de surpresa à chegada a Cabo Verde, para uma visita oficial de dois dias

O primeiro-ministro, António Costa, soube da notícia da morte da Almeida Santos mal chegou a Cabo Verde, onde chegou este início da madrugada para uma visita de dois dias.

Visivelmente emocionado, o primeiro-ministro sublinhou que "ainda ontem o vimos com energia a intervir num comício de apoio à candidata [à Presidência da República] Maria de Belém".

António Costa sublinhou o papel de Almeida Santos como "construtor do Estado de Direito democrático em Portugal" após o 25 de Abril, o seu "papel incontornável no processo de descolonização portuguesa" e também as "diversas funções governamentais que desempenhou, bem como o cargo de presidente da Assembleia da República" nos governos de António Guterres em que Costa foi, respetivamente, secretário de Estado e ministro dos Assuntos Parlamentares.

"Perdi hoje um grande amigo, além de um grande socialista. O António Almeida Santos era uma daquelas pessoas que nos fazia acreditar que a vida na terra é eterna", acrescentou Costa, que enviou, a partir de Cabo Verde, as condolências a todos os socialistas e também à família de Almeida Santos.

Também em Cabo Verde, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que acompanha o primeiro-ministro nesta visita oficial, sublinhou "o papel de grande legislador e de construtor do Estado de Direito democrático em Portugal". E realçou que "mesmo antes do 25 de Abril, Almeida Santos destacou-se como um insigne advogado e grande combatente pela liberdade".

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