Costa desvaloriza críticas: "Sobre previsões, oiço tudo"

Primeiro-ministro revelou, à saída da conversa com o Presidente, que Marcelo está "otimista" de que governo cumprirá as metas

O primeiro-ministro desvalorizou esta manhã as críticas ao plano macroeconómico do governo, dizendo: "Sobre as previsões oiço tudo: o Conselho de Finanças Públicas diz que são otimistas, o PSD diz que são pouco ambiciosas e eu, continuo a insistir num ponto, que acho importante, se me permite a imodéstia: mais importante que o Programa de Estabilidade é o Programa Nacional de Reformas."

António Costa falava à saída daquilo que considerou uma "reunião normal de trabalho" com o Presidente da República "naturalmente hoje mais centrada no tema do programa nacional de reformas e do programa de estabilidade e nas perspetivas da sua boa receção em Bruxelas." O primeiro-ministro divulgou que o "Presidente tem uma visão otimista sobre essa matéria e eu acompanho-o nessa visão."

Para Costa o Programa de Estabilidade "demonstra que é possível haver mais do que um caminho para a consolidação orçamental, respeitando aquilo que são os compromissos eleitorais com os portugueses, respeitando os compromissos que temos com as diferentes forças políticas que asseguram a maioria parlamentar na AR e assegurando que vamos ter maior crescimento, melhor emprego, maior igualdade e que faremos isso num processo sereno e seguro de consolidação das nossas contas públicas."

Sobre o facto de ter metido a ideologia na gaveta para se render a Bruxelas, como ontem sugeriu Marcelo, Costa lembra que sempre disse que "o nosso plano A era cumprir os tratados europeus". O primeiro-ministro destacou que o governo preferia, no entanto, que as regras do jogo fossem outras. "Nós cumprimos as regras, sem prejuízo que as regras possam evoluir e de entendermos que outra política orçamental poderia ter outro ritmo de crescimento."

Quanto às metas do governo, Costa garante que é um "cenário base, conservador, prudente, que não antecipa os efeitos desejados da execução do Programa Nacional de Reformas." O chefe de governo diz que apesar de tudo com o Programa de Estabilidade o atual governo está a seguir "um caminho distinto daquele que vinha sendo seguido", já que "esta consolidação far-se-á sem corte de salários, sem cortes nas pensões, sem aumento do IRS, sem aumento do IVA e, portanto, sem um conjunto de medidas que marcaram a austeridade."

Costa promete que o governo irá "conduzir um processo tranquilo de consolidação orçamental e que devolva aos portugueses a confiança e tranquilidade de não vivermos num sobressalto permanente do que vai acontecer amanhã." E acrescenta: "A execução está a correr bem e nada indica que teremos de tomar novas medidas, portanto concentrarmo-nos no que é essencial: executar o Programa Nacional de Reformas."

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