Costa colhe frutos de "deitar semente à terra" em janeiro

Casa de Goa em Lisboa juntou indianos das comunidades hindu, católica, ismaelita e muçulmana para celebrar os seus 30 anos.

Ambiente de festa, uma conferência internacional, alguma improvisação e muitas selfies tiradas com o primeiro-ministro, António Costa, marcaram ontem as cerimónias comemorativas dos 30 anos da Casa de Goa em Lisboa.

O evento, que acabou por servir para um primeiro balanço dos resultados já alcançados ao fim de quatro meses da visita do chefe do Governo à Índia, juntou quase uma centena de pessoas - algumas vindas de outros países, como o criador do Dia Mundial de Goa - para participar na conferência internacional dedicada ao "desenvolvimento sustentável em Goa no século XXI".

António Costa, a quem foi dado ontem o cartão de sócio honorário da Casa de Goa pelo respetivo presidente, Edgar Valles, qualificou a sua visita oficial à Índia como "a mais emotiva e comovente" das muitas que já fez e, com uma nota de humor, observou ter sido o primeiro chefe de Governo português a estar em Goa durante os 500 anos de relações entre Portugal e a Índia.

Considerando que já "é difícil ser o primeiro primeiro-ministro de alguma coisa, ter sido o primeiro a ir a Goa foi extraordinário", referiu António Costa, de origem goesa e a quem foi oferecida a edição em inglês de um livro escrito pelo seu pai.

"Sem drama e, pelo contrário, com muita tranquilidade e alegria, foi possível fazer em 2017 uma coisa tão simples, mas tão estranha, que é eu ter sido o primeiro primeiro-ministro português a visitar Goa, o que é absolutamente extraordinário tendo em conta 500 anos de relação entre Portugal e a Índia. Estamos hoje numa nova fase do nosso relacionamento", destacou António Costa. Para isso, adiantou, muito tem contribuído o seu homólogo indiano: "Se há algo que é hoje muito claro, sob a liderança" de Narendra Modi, é que "o passado tem um enorme valor histórico, deve-nos inspirar para aquilo que podemos fazer em conjunto no futuro, mas não nos pode limitar nas inúmeras oportunidades" que o presente e o futuro oferecem aos dois países.

O governante comentou ainda os resultados da sua visita à Índia "para abrir portas e deitar a semente à terra". Numa intervenção antecedida pela do encarregado de negócios de Nova Deli em Portugal, Costa deu conta da sua satisfação por constatar que, "quatro meses passados, muito do que então foi combinado, muito do que foi antevisto, tem estado a ter concretizações efetivas."

Além dos novos investimentos já anunciados por um grupo industrial indiano para continuar a produzir peças de metalomecânica destinadas à indústria automóvel na Maia e Águeda, António Costa assinalou ainda a chegada a Lisboa, esta semana, do primeiro grupo de alunos que vão receber formação em escolas de turismo portuguesas.

Além da política, da cultura, da educação e da economia, Costa realçou ainda a importância da cooperação bilateral no domínio da ciência, com o envolvimento da Índia no futuro Centro de Investigação Internacional do Atlântico, a instalar nos Açores e que envolve, entre outras áreas, projetos no domínio espacial e oceanográfico.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG