Cortes no dispositivo poupam 11,5 milhões ao Estado

Os cortes no dispositivo de combate a incêndios florestais no verão vão poupar ao Estado cerca de 11,5 milhões de euros, disse hoje o secretário de Estado da Protecção Civil.

Em conferência de imprensa de apresentação do dispositivo especial de combate a incêndios florestais para 2011, Vasco Franco afirmou que com menos 15 meios aéreos do que no ano passado na fase mais crítica se poupa "ligeiramente menos de 10 milhões de euros" e que com menos 700 elementos cerca de 1,5 milhões. "Não há forma de canalizar mais recursos financeiros para este dispositivo", afirmou, admitindo que a redução "acaba por não ser tão grande como se chegou a temer". Sem valores exactos devido às origens diversas dos meios no dispositivo, Vasco Franco estimou que se vai gastar "cerca de 45 milhões nos meios aéreos" e 17 milhões nos meios terrestres. "Pensei vir a trabalhar com meios mais vastos", disse por sua vez o comandante operacional nacional, Vaz Pinto, frisando que, face aos cortes, a solução é "concentrar na organização e esperar que haja menos ignições".

Vasco Franco adiantou que foi lançado na sexta-feira passada concurso para a contratação de dois aviões Canadair de menor capacidade do que os que actuaram no ano passado. O secretário de Estado indicou que se trata de aparelhos mais novos e com capacidade de reabastecer em superfícies de água mais pequenas, com o que se espera ganhos de rapidez e eficiência. Para este ano, prescindiu-se dos aviões não anfíbios de combate a incêndios. Vasco Franco afirmou que são meios com "menos capacidade de resposta" do que os helicópteros, porque têm que aterrar entre cada ataque ao fogo e ser reabastecidos.

Vasco Franco destacou ainda a disponibilidade permanente de quatro máquinas de rasto de um conjunto de 12 que actuará na fase mais complicada, a Charlie, que vai de 01 de Julho a 30 de Setembro. O governante afirmou que não haverá redução de efectivos nas torres de vigia de incêndios. Ao todo, estarão disponíveis 34 meios aéreos, a maior parte dos quais helicópteros. O dispositivo na fase Charlie será composto por 2.019 viaturas (em 2010 foram 2.177) e 9.210 elementos (no ano passado eram 9.985).

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