Corrupção passiva no apoio de Figo a Sócrates

Os três ex-administradores da Taguspark vão sentar-se no banco dos réus porque a juíza considerou que usaram um "expediente" para alcançar "um apoio político-partidário".

Rui Pedro Soares, Américo Thomati e João Carlos Silva, ex-administradores do Taguspark, vão ser julgados pelo crime de corrupção passiva para acto ilícito. A decisão foi tomada ontem pela juíza de instrução deste processo, um dos que se tornaram autónomos do caso "Face Oculta".

Em causa, o contrato de 750 mil euros pagos pela empresa de capitais públicos para que o ex-futebolista associasse a sua imagem ao parque tecnológico de Oeiras. A juíza considerou tratar-se de um "expediente" para conseguir o apoio de Luís Figo para as legislativas de 2009 e salientou o facto de, no mesmo dia em que assinou o contrato, Figo ter tomado o pequeno-almoço com o primeiro-ministro.

"A celebração do contrato constituiu um expediente para, através de uma renovação anual por um período de três anos, alcançar da parte de Luís Figo um apoio político-partidário", disse a magistrada, concluindo ter sido um "benefício" para a candidatura de Sócrates.

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