PS aplaude de pé ministro da Educação. "Tem a coragem de enfrentar os lóbis"

Elogio a Tiago Brandão Rodrigues resultou naquela que terá sido a maior ovação do Congresso, que já terminou

Terá sido provavelmente a maior ovação deste Congresso. Depois de uma manhã em que manifestantes dos colégios privados se fizeram ouvir à porta da FIL, o elogio de António Costa ao ministro da Educação fez os congressistas levantarem-se a aplaudir de pé Tiago Brandão Rodrigues, presente na sala, junto de outros ministros. Segundo Costa, "é um ministro que tem a coragem de enfrentar os lóbis".

Depois ovação, o secretário-geral socialista abriu um parêntesis no seu discurso, dizendo que acha graça que agora se diga que o PS "está num desvio radical esquerdista", a disputar o lugar na Assembleia da República ao Bloco de Esquerda. E lembrou: "Como ando aqui há muitos anos no PS, recordo-me sempre que aquilo que agora andam a dizer que o Tiago Brandão Rodrigues está a fazer, não é sequer metade do que disseram quando o António Arnaut lançou o Serviço Nacional de Saúde".

Para terminar o seu discurso de 63 minutos, António Costa admitiu que é um otimista, recuperando a afirmação recente de Marcelo Rebelo de Sousa de que o líder socialista tem por vezes "um otimista irritante". Com um sorriso nos lábios, sublinhou: "É verdade que sou otimista - tem-me feito bem à saúde. E não querendo fazer concorrência a médicos e a outros cuidadores de saúde", acrescentou: "Se pudesse prescrever uma receita: sejam otimistas!"

Para o líder socialista, "ser otimista não é desconhecer as dificuldades", é antes, argumentou, "ter a confiança que, com as políticas certas, é possível obter os resultados desejados".

Durante o discurso, António Costa anunciou ainda a criação da Start Up Portugal. O líder socialista diz que o objetivo geral é fazer de Portugal "o país mais amigo das start ups na União Europeia". Segundo afirmou, já há candidaturas para a obtenção de três mil milhões em fundos comunitários e agora "o que falta é pôr o quadro comunitário a funcionar para que possamos investir".

Em setembro vai ser ainda criado o programa para a qualificação de adultos: Qualifica. "Esta geração vale a pena", salientou. "Mais do que isso: é uma necessidade do nosso desenvolvimento, porque a minha geração sabe bem que vão ter de estar mais ativa que a da minha mãe", apelando à necessidade da "mobilização de todos: dos próprios, das empresas, das autarquias, para fazer uma grande batalha" contra essa falta de qualificações.

Veja o "filme" do congresso.

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