Concluída a remoção de amianto em 300 escolas

O Ministério da Educação anunciou hoje o balanço final do programa de remoção de placas de fibrocimento danificadas em cerca de 300 escolas. Qualidade do ar também foi testada em 20 escolas e todas passaram no teste.

Cerca de 300 escolas do 2.º e 3.º ciclos e do secundário deixaram de ter placas de fibrocimentos (que contém amianto) danificadas. Foram substituídas placas em telheiros, passadiços e pavilhões gimnodesportivos, explicou o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, em conferência de imprensa, no Algarve.

A remoção das placas teve lugar ao longo de 2013 e 2014, "durante interrupções letivas ou aos fins de semanas de forma a não comprometer as aulas e a não expor as comunidades escolares a riscos desnecessários", indicou o Ministério da Educação e Ciência (MEC), em comunicado. A substituição das placas foi total ou parcial, dependendo do estado de conservação das mesmas. Recorde-se que a tutela optou apenas por remover as placas danificadas que contém amianto, justificando que as restantes não representam riscos para a saúde.

O Programa de Remoção Faseada das Coberturas de Fibrocimento terminou agora, mas o governo garante que ao longo deste ano vai continuar "a monitorizar todas as situações e a intervir no caso de necessidade premente e sempre que sejam identificados materiais deteriorados ou em mau estado de conservação ou sempre que os estudos sobre a qualidade do ar demonstrem essa necessidade".

No balanço do programa de remoção das placas com amianto, o secretário de Estado apresentou ainda um estudo sobre a qualidade do ar em 20 escolas públicas, representativas do universo nacional. O objetivo era "aferir o eventual impacto na qualidade do ar de partículas em suspensão". As amostras recolhidas, indica a tutela, incluíram pavilhões, bibliotecas, salas de aula, salas de professores, refeitórios, secretarias e zonas de circulação. "O estudo concluiu que todos os locais estão aptos para a ocupação humana", refere o comunicado do MEC.

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