Começa julgamento do motim na cadeia de Guimarães

Seis reclusos do estabelecimento prisional de Guimarães que em agosto de 2007 protagonizaram um motim, para fugirem da cadeia, começam hoje a ser julgados, nas Varas de Competência Mista daquela comarca.

Os arguidos respondem por um crime de motim de presos, dois crimes de roubo, um crime de coação agravado e um crime de detenção de arma proibida.

Dois deles são ainda acusados de um crime de falsificação agravado.

O tribunal pediu "reforço policial" para "garantir a ordem e o bom funcionamento" durante o julgamento.

"Os arguidos, mediante concertação tumultuosa de forças, planearam o motim com o objetivo concretizado de se evadirem do estabelecimento prisional de Guimarães. Munidos com armas, atacaram guardas prisionais e usaram de violência física e ameaça contra as suas vidas", refere a acusação do Ministério Público.

Os factos remontam a 11 de agosto de 2007, quando, segundo o Ministério Público, os seis arguidos "cogitaram um plano" tendo em vista a sua fuga da cadeia de Guimarães.

Fizeram artesanalmente uma faca com cerca de 10 centímetros de comprimento e muniram-se de dois ferros, com uma das suas extremidades aguçadas.

Um dos arguidos dirigiu-se à enfermaria, com aquela faca escondida na roupa, tendo com ela neutralizado um guarda prisional que abria e fechava a porta de acesso à zona de reclusão, refere a acusação.

Outro arguido, com a ajuda de um ferro, impediu que a porta se fechasse, possibilitando a passagem de todos os reclusos acusados neste processo.

Ainda outro guarda prisional foi amordaçado com uma t-shirt.

Os arguidos dirigiram-se depois ao 'hall' de entrada da cadeia, onde estava mais um guarda prisional e duas funcionárias da empresa que fornecia refeições ao estabelecimento prisional.

Ameaçaram o guarda, roubaram-lhe a pistola e exigiram-lhe as chaves da porta que permitia o acesso ao exterior da cadeia, enquanto a uma das referidas funcionárias exigiram as chaves da viatura, em que se fazia transportar. Foi nesta viatura que se puseram em fuga.

Atualmente, todos os arguidos estão detidos, repartidos pelos estabelecimentos prisionais de Coimbra, Porto, Paços de Ferreira e Pontevedra, este último na Galiza, Espanha.

Dois dos arguidos andavam, após a evasão, com documentos falsos, nomeadamente cartas de condução e bilhetes de identidade.

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