Comandos. Relatórios das autópsias enviados ao DIAP e Ministério Público

Exames de anatomia patológica e toxicologia incluídos

Os relatórios das autópsias aos dois militares do 127.º curso dos Comandos que morreram em setembro estão concluídos, incluindo já os resultados dos exames de anatomia patológica e toxicologia, avança a TVI24.

"A conclusão das autópsias e dos respetivos relatórios por parte do INMLCF ocorreu em 51 e 48 dias, respetivamente, prazos inferiores ao previsto e de acordo com as boas práticas", confirmou o instituto em comunicado.

O relatório relativo a Hugo Abreu foi já entregue ao procurador da comarca de Benavente, enquanto o de Dylan Silva, foi hoje entregue à procuradora Cândida Vilar, do DIAP de Lisboa.

As autópsias aos corpos de Hugo Abreu e Dylan Silva foram efetuadas nos dias 6 e 10 de setembro respetivamente, tendo só agora ficado concluídos os relatórios finais devido à realização de exames de anatomia patológica, "mais demorados pela sua especificidade técnica".

"São casos que têm alguma complexidade", disse o vice-presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), João Pinheiro, recordando que, as duas situações de morte dos jovens tiveram em comum o essencial da "informação circunstancial", designadamente o facto de terem ocorrido num dia de "muito calor" e durante exercícios de instrução militar de um curso dos Comandos.

O vice-presidente do INMLCF admitiu que, não se tratando de situações "de todos os dias", a sua análise médico-legal exigiu "um estudo mais aprofundado".

"São casos que têm alguma complexidade", disse João Pinheiro, recordando que, as duas situações de morte dos jovens tiveram em comum o essencial da "informação circunstancial", designadamente o facto de terem ocorrido num dia de "muito calor" e durante exercícios de instrução militar de um curso dos Comandos.

O vice-presidente do INMLCF admitiu que, não se tratando de situações "de todos os dias", a sua análise médico-legal exigiu "um estudo mais aprofundado".

A nível mundial, os estudos "para estes casos", quando envolvem figuras públicas e têm grande impacto mediático e social, "demoram geralmente entre oito a dez semanas" (56 a 70 dias) após a autópsia, frisou o médico legista.

"A conclusão das autópsias e dos respetivos relatórios por parte do INMLCF ocorreu em 51 e 48 dias, respetivamente, prazos inferiores ao previsto e de acordo com as boas práticas", segundo uma nota do conselho diretivo do organismo público.

Na terça-feira, dois enfermeiros militares ouvidos como arguidos pelo Ministério Público ficaram com Termo de Identidade e Residência. Até ao momento, esclareceu a Procuradoria-Geral da República, o processo não tem mais arguidos.

Já hoje soube-se que o Exército instaurou um terceiro processo disciplinar a um instrutor do curso de Comandos. O Exército tinha dois processos disciplinares a militares, por "indícios da prática de infração disciplinar" no 127.º curso de Comandos.

Entretanto, a Ordem dos Médicos abriu um inquérito disciplinar para averiguar o envolvimento do médico escalado para os exercícios, o capitão Miguel Onofre Domingos, na sequência dos quais dois militares morreram em setembro e vários receberam assistência hospitalar.

Dois militares morreram na sequência do treino do 127.º Curso de Comandos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, que decorreu no dia 04 de setembro, e vários outros receberam assistência hospitalar.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG