"Com sete a dez milhões na prevenção, pouparíamos 100 milhões"

Isaltino Morais defende regresso dos militares ao patrulhamento das florestas. Antigo ministro recordou experiência de 2002: "Não houve um único incêndio nas matas e florestas nacionais"

Foi depois de uma "intensa negociação" com o ministério da Defesa liderado por Paulo Portas que, em 2002, os militares patrulharam os vários quilómetros de florestas e matas nacionais durante a chamada "época de incêndios". A experiência foi recordada ao DN por Isaltino Morais, o então ministro do Ambiente, dizendo que nesse ano "não houve um único incêndio nas matas e florestas nacionais".

O antigo ministro acrescentou ainda que o dinheiro gasto nesse ano na prevenção - entre sete a 10 de milhões de euros - acabou por poupar quase 100 milhões em prejuízos causados pelos incêndios.

"Até agora, os responsáveis políticos e técnicos têm falado no ordenamento do território e florestal. Estes são problemas que nos acompanham há décadas. Por isso, enquanto não se resolvem, há que apostar em medidas preventivas, como em 2002: durante vários meses, os militares patrulharam as florestas do Estado, as zonas e áreas protegidas", começou por recordar Isaltino Morais, sublinhando que esta iniciativa acabou por ter um "efeito dissuasor", por um lado, e dada a presença contínua de homens no terreno, permitiu "um alerta imediato para os bombeiros sempre que se verificou um foco de incêndio".

"Os incêndios florestais ou se atacam logo no início ou depois, tendo em conta o terreno e os ventos, é muito difícil controlá-los. Em 2002, como havia uma vigilância ativa, o alerta era dado instantaneamente, por isso os bombeiros chegavam mais rápidos aos locais", disse ainda o antigo ministro, considerando que a aposta do Estado deve ser "na prevenção".

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