Classificação modesta em 2013 não afeta confiança

(COM VÍDEO) Graça. Apesar do 13.º lugar do ano passado, grupo acredita que pode ganhar ao homenagear miradouros do bairro

O bairro da Graça pode ter ficado classificado na 13.ª posição na edição passada das Marchas Populares de Lisboa, mas nem por isso deixa de assumir este ano a candidatura ao título. "O objetivo é chegar ao primeiro lugar", garante, sem reservas, Vasco Cruz, ensaiador do conjunto que vai homenagear dois ex-líbris do bairro e de Lisboa - os miradouros da Graça e da Senhora do Monte.

"Pessoal, isto não custa nada", incentiva o coreógrafo durante o ensaio que decorre no quartel dos Sapadores Bombeiros do Largo da Graça. O grupo - a cargo do Clube Desportivo da Graça - é jovem, mas há ainda veteranos que resistem. Teresa Marina, 42 anos e marchante há 26, é um deles. "Isto é um vício", sustenta, acrescentando que a iniciativa é um "convívio anual" para as pessoas do bairro em que cresceu e que ama.

"Tenho um grande desgosto de ter São Vicente no B. I. [bilhete de identidade] na parte da morada", desabafa, sem esconder que não se vê a viver e a representar outro local. Mais difícil é eleger um momento dos muitos que ali viveu. "Cada ano é um ano. São pessoas diferentes, casos diferentes, ensaiadores diferentes", argumenta, sorridente. Mais fácil é, porém, criticar a classificação atribuída pelo júri na edição do ano passado. "Nunca nos dão valor. Quem não se sente, não é filho de boa gente", remata.

"Já está melhor", avalia Vasco Cruz, depois de acertar alguns detalhes da coreografia repetida ainda sem roupas, arcos ou adereços. O cavalinho - conjunto de músicos que acompanha cada marcha - toca ao vivo, mas acaba por ser um balão que surge no céu o que mais entusiasma os marchantes.

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